A maioria vive a vida
Lutando por um naco de pão,
Para muitos, é causa perdida
É fome sem solução.
Mas há os que vão esbanjando
De tudo o que é comida,
E vão-se banqueteando
Devorando esta vida.São os chamados glutões
Tudo comem e nada deixam,
São mais que bichos papões
Dos quais os putos se queixam.
Pois estes são ilusões
De quando somos pequenos,
E os verdadeiros glutões
São autênticos venenos.
Comem tudo até fartar
E quando não há mais comer,
Juntam-se e vão vomitar
E começam a beber.
Verdadeiras ameaças
Que tudo vão devorando,
Matam de fome as massas
Mas eles vão engordando.
Tudo isto não é coisa nova
Já vem de muito atrás,
Nós vamos de caixão á cova
Eles enterram-nos com pás.
Sempre fazendo alarde
Á sua ostentação de vida,
Consideram-te cobarde,
Por tu não teres comida.
Alarves sem sentimentos
Monstros sem coração,
Não se ralam com os sofrimentos
Que causam a uma nação.
Porque os há em todo o mundo
Cuidado com os glutões,
Que fazem o mundo imundo
E o transformam em prisões.
Todos na vida queremos
Ter uma vida melhor,
Mas nunca os combatemos
E vivemos sempre pior.
E tu vais vivendo preso
Sem te aperceberes,
Mas vais sentindo o peso
Apesar de não quereres.
Zeninumi 28/12/2010
POEMA A “CRITICOBRINCAR”
RESTAURANTE DE LUXO
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política sem vergonha a despolitizar
futebol com apitos dourados a engrossar
Fátima (santuário) a comercializar
televisão a desinformar
banqueiros e afins a engordar
pedofilia a desfilar
guerra a disparar
SOBREMESA
Por favor, um pouco mais
preciso de engordar.
RESTAURANTE DE “DESLUXO”
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sopa de caldo a fervilhar
barrigas com fome a estalar
desemprego a atulhar
prestações por saldar
cartões-cama a abundar
casas a empenhar
fábricas a encerrar
roupas dos chineses a comprar
férias há muito por gozar
doentes sem médico a definhar
SOBREMESA
Não, obrigada
não quero mais
já estou a rebentar
Este texto foi-me enviado num comentário por a Marta Vasil, mas como o acho adequado a este tema aqui fica publicado, com agradecimentos à Marta.
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