sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Banalidades.

Só se fala de tristeza
De miséria e de traição,
Vendo com estranheza
O alastrar da corrupção.

Os casos são descobertos
Com tudo a saltar á vista,
Mas logo são encobertos
Sem deixar nenhuma pista.

Dá-se o dito por não dito
E nada se fica a saber,
Por isso já não acredito
Que a justiça possa vencer.

Tenho pena que assim seja
Cada vez com mais culpados,
Mas que nunca se veja
Estes criminosos condenados.

Isto assim até parece
Que vivemos em Portugal,
Onde tudo o que acontece
Já começa a ser normal.

Zeninumi 27/11/2009

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Não é para todos.

Numa época que é de crise
E em que nada é normal,
Há quem de nada precise
Por não viver nada mal.

Vemos nós grandes nababos
A viverem como tal,
Enquanto os pobres diabos
Vão vivendo sempre mal.

Por serem pobres diabos
E viverem como tal,
Invejam todos os nababos
Que não vivem nada mal.

A crise não é para todos
Há sempre quem a evite,
Ao ter o dinheiro a rodos
Por pertencer á elite.

Quem muito tem muito perde.
Aqui só perde quem tem.
Cada um que se desenmerde,
Para poder viver bem.

Zeninumi 17/11/2009

domingo, 15 de Novembro de 2009

Diz que disse...

Já chegámos a um ponto
De onde não há retorno,
Começo a sentir-me tonto
Mas antes isso que corno.

Quase que já vi de tudo
No tempo que eu vivi,
Por isso é que não me iludo
Porque sei o que perdi.

Vejo agora casos de corrupção
Como o “caso face oculta”,
Que não terão solução
Porque a justiça não resulta.

Muito se diz e se fala
E muito se ouve falar,
Mas também muito se cala
Porque interessa calar.

Aquilo que não se diz
Era o que mais interessava,
Mas há quem tape o nariz
Porque muito mal cheirava.

Zeninumi 15/11/2009

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

O amor é cego.

Malmequer…bem me quer…
E outras contradições,
É para o que der e vier
Se houverem condições.

Ou se odeiam…ou se amam…
Incógnitas da razão,
São muitos os que se tramam
Nos jogos da sedução.

Se o amor é louco
E alguém cega por amor,
Essa loucura pouco a pouco
Irá transformar-se em dor.

Mas basta alguém cegar
Mesmo sem ser por amor,
Para não podermos negar
Que só o cegar faz dor.

Quem não sabe…
É como quem não vê,
Mesmo que o mundo acabe
Na sua sina não crê.

Mais cego do que um cego
É aquele que não quer ver,
Mas a esses eu renego
São sempre os últimos a saber.

Zeninumi 13/11/2009

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Por nada deste mundo.

Tudo procuro fazer
Para que fique bem feito,
Assim consigo viver
Quase de um modo perfeito.

Mas quando há uma minoria
Que pensa que sabe tudo,
O que acontece á maioria
É ver a vida por um canudo.

Porque o errar é humano
E ninguém nasce ensinado,
Sujeitamo-nos ao engano
E todo o mundo é enganado.

Na vida que há por a frente
Recordo a que já passou,
Lembrando de muita gente
Que para nada prestou.

Todos os dias aprendo
E ganho novo preceito,
Até hoje não me arrependo
De nada que tenha feito.

Tive vezes em que errei
Porque também não sei tudo,
Mas uma coisa eu sei…
Por nada do mundo eu mudo.

Zeninumi 10/11/2009

sábado, 7 de Novembro de 2009

A consulta.

Como eu era bom operário
Em turnos tive de trabalhar,
Mas impuseram-me um horário
Em que não podia descansar.

Depois de muito ter trabalhado
Até sentir o corpo a doer,
Comecei a andar cansado
Acabando por adoecer.

Porque a doença resulta
De uma dor assustadora,
Tive que marcar uma consulta
No médico da seguradora.

O médico que me atendeu
Disse-me para não ter medo,
Porque em casos como o meu
Para morrer ainda era cedo.

Deu-me comprimidos para as dores
E mandou-me ir trabalhar,
Se acaso sentisse calores
Bebesse água para refrescar.

Com tão reles atendimento
De medicina do trabalho,
Manteve-se o meu sofrimento
Com dores até ao cara…

É destino da maioria
Para poder sobreviver,
Trabalhar em agonia.
Trabalhar até morrer.

Zeninumi 7/11/2009

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

O tempo volta para trás.

As grandes dificuldades
A que me vão sujeitando,
Lembram-me que as liberdades
Aos poucos estão acabando.

Os que vivem acomodados
Á sombra da bananeira,
Não se sentem incomodados
Porque vivem á maneira.

Estamos a voltar atrás
No tempo e nas vontades,
Começa a guerra, acaba a paz
E ninguém conta as verdades.

E se alguém tiver dores
Por algum padecimento,
Sem haver muitos clamores
Dá-se o seu falecimento.

Os poucos que se revoltam
Perante estas anomalias,
Não sabem que já não voltam
A conquistar mais-valias.

Zeninumi 6/11/2009

sábado, 31 de Outubro de 2009

Parecer do ser.

Deixou de ter esperança
Por não ter consolação,
Ficou-lhe isso de herança
Junto com a superstição.

O seu corpo nada diz
E também já nada sente,
Pois nada o faz feliz
Por ele andar dormente.

A alma com uma ferida
Dorida da tentação,
Perdeu o rumo da vida
Ganhou desorientação.

O futuro que foi prometido
Não passou de uma ilusão,
Já nada lhe faz sentido
Não há lógica na razão.

As realidades virtuais
Ou as verdades fictícias,
Fazem as vidas anormais
Parecer que são notícias.

Zeninumi 31/10/2009

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Falsidade.

No reino da falsidade
Onde reina a hipocrisia,
Não se ouvia a verdade
Só a mentira existia.

Muitas vezes me enganaram
Com promessas ilusórias,
Que para mim acabaram
Pois não passavam de histórias.

Cansei-me de engolir sapos
Por ser sempre maltratado,
Ao ter que vestir só trapos
E ao ser mal alimentado.

Uns chamavam-me filho querido,
Mas depois queriam crucificar-me.
E eu sentia-me ofendido.
Estava farto de sacrificar-me.

Fartei-me da falsidade.
Fartei-me da hipocrisia.
E ninguém sabe a vontade
Que realmente eu sentia.

Zeninumi 28/10/2009

domingo, 25 de Outubro de 2009

Jogos de poder.

Nunca penses na vitória
Como se fosse um achado,
Porque há momentos de glória
Que muito nos têm custado.

Olhando nos bastidores
Das jogadas do poder
Observo jogadores
Que nunca sabem perder.

Vejo muitos que se agacham
Cometendo muitas falhas,
Mas todos eles acham
Que mereciam medalhas.

Todos os que se rebaixam
Ao jugo da tirania,
Com facilidade se encaixam
No jogo da ironia.

Com jogadas mal estudadas
Nos corredores do poder,
Fazem-se grandes palhaçadas
E todos ficamos a perder.

Zeninumi 20/10/2009

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Sentimentos que não tens.

Se não tens ideais
Só tens ideias vagas,
És como os animais
E para os outros te cagas.

Há criaturas a sofrer
Mas com isso não te importas
Delas não queres saber
Mesmo quando já estão mortas.

A falta de sentimentos
Que tens sempre demonstrado,
Mostra que os ensinamentos
Sempre te têm faltado.

Pouco ou nada aprendeste
E nada podes ensinar,
Nos anos que já viveste
Em nada podes opinar.

Pensas que tens grandeza
E que és muito importante,
Mas podes ter uma certeza…
És só mais um ignorante.

Zeninumi 20/10/2009

domingo, 11 de Outubro de 2009

Uma questão de atitude.

Tudo o que não presta aumenta.
O que é bom já vai faltando.
Toda a gente se lamenta,
Todos vão barafustando.

Mas ninguém toma atitudes
Limitam-se a ficar á espera,
Esperando que tudo mudes
Porque tu é que és a fera.

Tu é que és o revoltado
Que faz a s revoluções,
Esperam assim o resultado
Que lhes tragas as soluções.

Soluções que todos querem
Mas por as quais ninguém luta,
Embora todos esperem
Que tu resolvas a disputa.

Todos esperam resultados
Que já começam a tardar,
Porque se mostram revoltados
Mas nada fazem para mudar.

Resta-me um pensamento:

Que se passa com as novas gerações?
Falta-lhes o sangue na guelra…
Ou já perderam os colhões?

Zeninumi 11/10/2009

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Sonos silenciosos.

Com consciências adormecidas
Por pensares insidiosos,
As ideias ficam esquecidas
Em sonos silenciosos.

Os que descansam de dia
De noite não estão cansados,
E vivem sempre com alegria
Tranquilos e sossegados.

Outros há, que trabalhando
Dia e noite sem parar,
Pouco ou nada vão ganhando
E não podem descansar.

A riqueza mal dividida
Fez os sonhos quebrados,
A miséria instituída
E muitos esfomeados.

Que não tendo para comer
E sentindo-se ansiosos,
Deitam-se para adormecer
Em sonos silenciosos.

Zeninumi 8/10/2009

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Aprendi á minha custa.

Porque ninguém me ensinou
Que a vida não era justa,
Isso muito me custou
Mas aprendi á minha custa.

Houve vezes que eu errei
Outras vezes fui enganado,
Tive vezes em que acertei
Noutras saiu tudo errado.

Tive dias de procurar
E nada ter encontrado,
Outros dias de encontrar
O que não tinha procurado.

A vida é mesmo assim
Para muitos é injusta,
Eu posso dizer que sim
Mas aprendi á minha custa.

Às vezes chega a ser triste
A vida ser tão injusta,
E se isso ainda não viste
Aprende á tua custa.

Zeninumi 5/10/2009

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Banha da cobra.

Nem todos somos capazes
De vender banha da cobra,
Mas há quem venda cabazes
Se tiver espaço de manobra.

O poder de persuasão
De alguns destes artistas,
É de ter em atenção
Porque dá muito nas vistas.

São bastante persistentes
E conseguem vender de tudo,
E até há inteligentes
Que ficam a ver por o canudo.

São todos bons rapazes
E vendem banha da cobra,
Conseguem vender cabazes
E isso para mim é obra.

Abusam da simpatia
Dizendo-se benfeitores,
Mas é só hipocrisia
Jogada de malfeitores.

Zeninumi 2/10/2009

sábado, 26 de Setembro de 2009

Só se vive uma vez.

O que vejo no dia-a-dia
Deixa muito a desejar,
Por não ver o que queria
E nisso ficar a pensar.

Insurgem-se os insurrectos
Por verem que a maioria,
Não apoiam os correctos
Mas sim, os que têm na mania.

Que têm uma visão distorcida
E não têm as ideias claras,
Têm a mente adormecida
E só sonham com coisas raras.

Não vivem da realidade
Baseados na ficção,
Não querem ver a verdade
Vivem só da ilusão.

Do mal que cada um fez
Há sempre os que se esquivam,
Mas só se vive uma vez
Embora muitos não vivam.

Zeninumi 26/9/2009

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Más influências.

Tudo aquilo que eu escrevo
O mundo inteiro atravessa,
Mas não sendo nada de relevo
A muito poucos interessa.

Todos somos importantes
Mas o desinteresse geral,
Faz alguns dos interessantes
Andarem a passar mal.

Observo a maioria
Dos que vivem á minha volta,
Vejo só muita porcaria
Gente que não se revolta.

Poucos são os que reparam
Ou olham de frente os semblantes,
E muito poucos amparam
Os seus próprios semelhantes.

É a própria sociedade
Que influencia as pessoas,
Ao viverem com a maldade
Vão deixando de ser boas.

Zeninumi 22/9/2009

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Suspeições.

Noto um clima de medo
E também de suspeições,
Todos falam em segredo
E ninguém mostra as feições.

Todos vivem desconfiados
Porque em ninguém confiam,
Já não se vive de fiados
Porque todos desconfiam.

Nos tempos em que vivemos
Aumenta a desconfiança,
É muito pouco o que temos
E pouco ou nada se alcança.

Muitos para poderem viver
Andam já a comer restos,
E tiveram de aprender
A viver sendo mais lestos.

Vivendo desconfiados
Sem se ter uma certeza,
Acabamos atrofiados
Neste mundo de avareza.

Zeninumi 21/9/2009

domingo, 20 de Setembro de 2009

É só promessas.

Todos os que só prometem
Á caça do voto correm,
A pata na poça metem
Porque um dia também morrem.

Prometem mundos e fundos
E uma vida de lazer,
O melhor de dois mundos
Mas nada querem fazer.

Promessas leva-as o vento
Mas o prometido é devido,
Se não posso não invento
E se prometo não fica esquecido.

Eu não estou esquecido
E é isso que eu não aceito,
Do muito que foi prometido
Nada acabou por ser feito.

Se todos têm defeitos
E se nenhum é perfeito,
Quem defende os teus direitos
Se até agora nada foi feito.

Zeninumi 20/9/2009

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A cruz de cada um.

Ao andar perdido no escuro
Tropeçando nos degraus,
Fazia o papel de duro
Para meter medo aos maus.

Nesta demanda da vida
Andei á volta do mundo,
Procurando uma saída
Deste abismo profundo.

Vi muitas guerras e maleitas
E muitas perseguições,
Deparei-me com muitas seitas,
Crenças, taras e religiões.

Habituei-me a viver
Um dia de cada vez,
E simplesmente a fazer
O mesmo que Jesus fez.

Mas há uma pequena diferença
Entre a minha vida e a de Jesus,
Não há nada que me convença
A ter que morrer numa cruz.

Zeninumi 16/9/2009

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Eles querem lá saber.

Apesar de mais uma semana
De luta e sacrifício,
Muitos não abrem a pestana
O que é um desperdício.

Passas as passas do Algarve.
Comes o pão que o diabo amassou.
E há sempre mais um alarve
Que com batota te ultrapassou.

Vives uma vida sem luxos
Repleta de monotonia,
E não precisas de bruxos
Para te porem em sintonia.

Já viste que ninguém te ajuda
E poucos te compreendem,
Se não tens quem te acuda
É porque não te entendem.

Ninguém ouve o que tu dizes
E ninguém liga a nada,
E só quando sentem deslizes
É que vêem a trapalhada.

Quando vêem que tens razão
Normalmente já é tarde,
Porque já não há opção
Quando tudo já arde.

Zeninumi 11/9/2009

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Apatia.

Admira-me a maneira
Que muitos têm de viver,
Quando vivem com a asneira
E dela não querem saber.

Com nada se preocupam
Vivendo na ignorância,
Suas mentes só se ocupam
Com cenas sem importância.

A tudo põem defeitos
E a nada fazem correcção,
Vivem assim satisfeitos
Numa vida sem acção.

Não vão a nenhum lado
Simplesmente ficam á espera,
Com um viver aparvalhado
Que já não se usa nesta era.

Ou seja:

Vivem só por viver
Como qualquer animal,
E esperam vir a morrer
De uma morte natural.

Zeninumi 9/9/2009

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Pura loucura.

Tentar curar a loucura
Tem tido muita procura,
Motivada na fartura
Porque a loucura perdura
E todos procuram a cura.
Que não é só a comer verdura
Mas numa cura que se apura.

Quando a loucura é pura
De nada serve uma armadura,
Porque ela tudo perfura.
Independentemente da postura
De se usar ou não dentadura,
Ou de ter muita ou pouca gordura.
Nunca foi posta em moldura
Pois dela nunca foi feita pintura.

É como uma luz escura
Difundida na mistura,
Que nada de bom augura
Enquanto a escuridão dura.
Há sempre alguém que descura
Mesmo havendo uma jura,
Poucos são quem a atura
O que motiva uma fractura
Quando acaba a ternura.

E em comprimento ou largura
Ou mesmo que seja em altura,
E numa época de secura
Em que deixou de haver frescura,
Porque se vive em ditadura
E só isso é tortura,
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura.

Zeninumi 7/9/2009

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Um povo que tudo aceita.

Algo aqui não bate certo.
Há algo que não está bem.
E cada vez estamos mais perto
De perdermos o que se tem.

Há muitas imperfeições
Porque há muitos defeitos,
Mas há sempre eleições
E muitos a ser eleitos.

Apuradas as votações
Há sempre os vencedores,
Que prometeram acções
Como se fossem vendedores.

Venderam muita promessa.
Prometeram muita acção.
E o povo cai sempre nessa,
Embalado na canção.

O povo que tudo aceita
E que nada contesta,
Vive sempre esta maleita
Como se fosse uma festa.

Zeninumi 31/8/2009

sábado, 29 de Agosto de 2009

País sem nome.

O povo já não tem coragem
E vive mudo ou calado,
O país em estado selvagem
No tempo ficou parado.

Enquanto a maioria passa fome
Há quem encha a pança regalado.
Quem come cala e quem cala come
Mas o povo vai vivendo esfomeado.

Pedófilos, corruptos e ladrões
Fazem do governo uma festa,
E junto com os bancos burlões
Comem tudo do pouco que resta.

E enchem bem a mula
Porque o povo não tem colhões
Sendo muita a sua gula
Gordos, porcos, feios e ladrões.

Porque estás morto de fome
E por corruptos amordaçado.
Já nem sequer tens nome
Jardim á beira-mar plantado

Zeninumi 29/8/2009

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Os mortos não soltam gritos.

Eu por mim fiz o que pude
Sem nunca ter tido ajuda,
Sou por isso um tipo rude
Que agora já não muda.

Por já ter sido obrigado
A ter que viver isolado,
Por muita merda rodeado
E em muita merda atolado.

E ao sofrer humilhações
Por ter sido maltratado,
Foram para mim lições
Que aprendi no meu passado.

Com tudo isto aprendi que…

Poucos são os que algo valem
E raros os que escapem,
E antes que outros me calem
Ou que com terra me tapem.

Os pensamentos que me ocorrem
Tenho que os deixar escritos,
Porque todos os vivos morrem
E os mortos não soltam gritos.

Zeninumi 26-8-2009

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Falta de respeito.

Já ninguém mostra respeito
Por nada nem por alguém,
E começa a ser defeito
O desrespeito que se tem.

Desrespeito ao semelhante
Falta de compreensão,
Por algo menos brilhante
Vivemos sob tensão.

Revela falta de jeito
E a raiva a vir ao de cima,
Não favorece o respeito
Nem aumenta a auto estima.

Se isto assim continuar
Ou se tornar um preceito,
Vamos todos acabar
A não usar o respeito.

Por a falta de respeito
Que vejo constantemente,
Fico com uma dor no peito
Que me faz ficar doente.

Zeninumi 18-8-2009

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Falcatruas.

Negócio ou falcatrua
Em que ninguém acredita,
A verdade nua e crua
Que a ninguém pode ser dita.

O que é dito é mentira.
A verdade ninguém diz.
E a ideia que se retira
É a de um final infeliz.

Se fosse dita a verdade
Que ninguém quer afirmar,
Deixava de ser prioridade
O dever de confirmar.

Todos aqueles que viram
Esta merda a transbordar
Simplesmente o que sentiram
Foi vontade de vomitar.

O cheiro levou-o o vento
Que o afastou para lá,
E só o que eu lamento
É a merda que ficou por cá.

Zeninumi 5/8/2009

sábado, 1 de Agosto de 2009

Abaixo de cão.

Um povo que já foi bravo
Corajoso e campeão,
Habituou-se a ser escravo
E a viver em escravidão.

Longos anos de má instrução
Deram origem a um povo servil,
Que foi ensinado á servidão
E a tudo o que era vil.

Tornou-se um povo prestável
Com modos de serviçal,
Que por ser tão amável
Carrega aos ombros…Portugal.

Porque barato se vendia
Sendo sempre muito afável,
Saía barata a serventia
E era muito mais rentável.

Vive satisfeito o patrão
E vive o povo indigente,
Sujeita-se á escravidão
Não passando de servente.

Um povo que já foi bravo
Vive agora em escravidão,
Habituado a ser escravo
É tratado abaixo de cão.

Zeninumi 1/8/2009

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Na corda bamba.

Ao desespero remetem
E á angústia no sentir,
Por tudo o que prometem
E que nunca vão cumprir,

Ao avançar recuando
Ou correndo para trás,
Assim se vão atrasando
E por isso nada se faz.

Os que querem fazer
Por outros são impedidos,
Uns acabam por morrer
Outros só ficam feridos.

Andando para a frente
Mas caminhando de costas,
Não se vê nenhuma gente
E só se vai pisando bostas.

É assim que tudo descamba
E a alguns até mata,
Fazem andar na corda bamba
Até quem não é acrobata.

Zeninumi 30/7/2009

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Igualdades desiguais.

Portugal está a ficar um país onde cada vez mais se nota uma maior desigualdade e um fosso cada vez mais profundo entre quem é pobre e quem é rico.
Sempre foi também um país onde alastrou a corrupção, e ultimamente temos sido sistematicamente bombardeados com notícias que nos trazem os últimos acontecimentos nesta matéria e que atingem proporções alarmantes.
Crimes de corrupção passiva e activa e outras práticas ilícitas, tais como: Administração danosa, tráfico de influências, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos, gestão danosa, abuso de poder, crime de prevaricação, crimes de financiamento partidário ilícito. Etc, etc.
Os casos Casa Pia, BPN, Freeport, BPP e agora CTT deixaram-me a pensar e cheguei à triste conclusão que no nosso país até existe diferença para os criminosos consoante se é ou não da classe alta (rico) ou da classe baixa (pobre).
E não digo isto por ver que o pobre vai à justiça e fica preso e que o rico vai à justiça e sai para a rua. Digo isto porque até o nome dos crimes muda consoante o dinheiro e o poder de cada um.
E passo a explicar…

SE FOR POBRE............................................................ SE FOR RICO
Roubava para comer ................................................... Fazia gestão danosa
Lavagem de dinheiro .................................................. Branqueamento de capitais
Venda de droga ............................................................ Tráfico internacional de estupefacientes
Matou com um tiro nos cornos................................... Assassinou com requintes de malvadez.
Raptou............................................................................ Sequestrou
Fez carjaking........................................................... Levou o carro da garagem sem o dono saber
Violador de crianças .................................................... Pedófilo
Burlão cheques carecas................................................ Falsificação de documentos
Fuga ao fisco.................................................................. Fraude fiscal
É membro de um gang................................................. É maçom
É mafioso........................................................................ Faz tráfico de influências

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Petulâncias e flatulências.


Exageros e ganâncias.
Azares e falências.
Vaidades e petulâncias.
Descuidos e flatulências.

Exagerados gananciosos.
Azarados e falidos.
Petulantes e vaidosos,
Em flatulências perdidos.

Vaidosos e peneirentos
Em flatulências descuidados,
Falidos e azarentos
Gananciosos exagerados.

Gananciosos na falência
Ou azares exagerados
Petulantes com flatulência
São vaidosos descuidados.

Símbolos, feitios e gestos.
Defeitos, reacções e virtudes.
Tudo o que sobra são restos
Que não mudam as atitudes.

Zeninumi 16/7/2009

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Corrida de saltos altos.

Há os que correm por prazer.
Há os que correm para ganhar
Há quem gostava de o fazer
Mas nem sequer possa andar.

Já passei por muitas metas
Em inúmeras corridas,
Foram mais curvas que rectas
E também muitas as partidas.

Quem corre por gosto
Geralmente não se cansa,
Mas é um grande desgosto
Se corre e nada alcança.

Porque entrar numa corrida
Para correr a recuar,
É loucura parecida
Com o bronzear-se ao luar.

Se alguém quer vencer
Sem ter que avançar aos saltos,
É nunca tentar correr
Com sapatos de saltos altos.

Zeninumi 14/7/2009

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Portugal...inho.

Por maus tratos recebidos
Há os que ficam revoltados,
Mas muitos vivem encolhidos
Sossegados e calados.

Alguns por terem padrinhos
Sentem-se mais protegidos,
Outros por serem parvinhos
São assim mais atingidos.

Todos nós somos diferentes
Mas sofremos de modo igual,
Sendo todos dependentes
Do que possa correr mal.

No país onde vivemos
Devíamos ser bem tratados,
Mas a única coisa que temos
São dias muito mal passados.

É tristeza acumulada
Todo este mau viver,
E a única gente culpada
É a pandilha no poder.

Zeninumi 13/7/2009

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Heróis da Nação.

Não suporto nem admito
Mudarem a seu belo prazer,
Tudo o que haviam dito
E que fica para esquecer.

Porque quem muda de ideal
Como quem muda de calças,
Demonstra ser desleal
E seguidor de ideias falsas.

E se arrasta multidões
Vendendo falsas promessas,
Fomenta contradições
Ficando tudo às avessas.

Ideias contraditórias
Projectos inacabados,
Se não passam de histórias
São resumos mal contados.

Todos eles vivem bem
Iludindo uma Nação,
E só sofre quem não tem
Um pequeno pedaço de pão.

Dizem que há democracia
Mas tudo nos é imposto,
Com fraca ideologia
E sem sequer darem o rosto.


Zeninumi 10/7/2009

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Liberdade com algemas.

A Democracia e a Liberdade,
Andavam sempre de mãos dadas.
Mas políticos com má vontade,
Fizeram-nas ficar separadas.

No País em que vivemos,
A Democracia está condenada.
E a única coisa que temos,
É a liberdade aprisionada.

Nesta República das bananas,
A Democracia está tesa.
Anda tudo de pantanas,
Até a Liberdade está presa.

Democracia sem valores.
E a política sem ter lemas.
O povo é que sofre as dores,
Por a Liberdade ter algemas.

O País está transformado.
Dizem que temos Democracia.
Mas não sei se o resultado,
Era aquele que se queria.

A Democracia e a Liberdade,
Andavam sempre de mãos dadas.
Mas agora, estão ambas de mãos atadas.


Zeninumi 9/7/2009

sábado, 4 de Julho de 2009

Portfólio do político.

Qualquer político que se preze tem que ter sempre o seu portfólio actualizado com estes temas para situações que surgem inesperadamente:

Malabarismo acrobático
Em cinismo democrático,
Mas só no sentido prático.

Simpatias no momento
Só por ouvir um lamento,
Mas sem ter o tratamento.

Ter ânsia das descobertas
Mas com teorias encobertas,
Que só fecham portas abertas.

Falas mansas da realidade
Mesmo não sendo verdade,
Somente por veleidade.

Desculpas esfarrapadas
Com frases já preparadas,
E jogadas bem ensaiadas.

Afirmações escandalosas
Em decisões duvidosas,
E promessas enganosas.

Discursos bem estudados
Em percursos planeados,
Com visuais desfocados.

Frases especulativas
E manobras evasivas,
Em situações aflitivas.

E depois de onze meses
De férias não merecidas,
Há um mês em que às vezes
Diz ter dificuldades acrescidas.

E quando chegam as eleições
Promessas que derretem corações.

Com um portfólio destes é sucesso garantido na política…em Portugal.

Zeninumi 4/7/2009

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Marasmo político.

Nunca tive jeito para escrever prosa.
Mas procuro escrever de forma honrosa,
E com marca fervorosa.

Era uma vez…

Um governo cor-de-rosa
Com uma classe política ociosa.
Que tinha uma estratégia assombrosa
Baseada numa certeza enganosa
Que até se tornou famosa,
Por a forma astuciosa
E a maneira ardilosa
De fazer uma governação insidiosa
Tal como a raposa manhosa.
Fomentando uma corrupção odiosa
E uma saúde venenosa
Com uma justiça vergonhosa
E uma economia desastrosa.

Perante situação tão pavorosa
Marasmo de política asquerosa
Só lhes vejo uma saída airosa
Se com vinho ficam mal…bebam gasosa.

Zeninumi 3/7/2009

terça-feira, 30 de Junho de 2009

Aldrabões e mentirosos.

Aldrabões e mentirosos
e outros enganadores.
Têm modos asquerosos
de fintarem teus valores.

Com o conto do vigário
e mais outras artimanhas,
Fazem de ti um otário
sempre que tu os apanhas.

Para evitares malefícios
dos amigos do alheio,
Tens que fazer sacrifícios
e nunca estar no seu meio.

São mais os que te querem mal
que os que te querem bem,
A sorte ou o azar é tal
que vives num vai e vem.

Os que vivem iludidos
pensando não ter azar,
São os que ficam mais sofridos
quando um dia lhes calhar.

Todos nós, que estamos vivos
temos que ter esta certeza,
Os parasitas nocivos
atacam sempre de surpresa.

São ataques repentinos
feitos de forma furtiva,
Que tanto roubam meninos
como a mais célebre diva.

Não percebem que o que fazem
por terem um mau pensar,
São só azares que nos trazem
por nos estarem a roubar.

Para eles poderem bem viver
e terem uma vida regalada,
Fico eu, sem nada ter,
e outros com pouco ou nada.

Sempre foi um bom negócio
trabalhar como ladrão,
Para quem quer viver em ócio
sem trabalhar para um patrão.

Ladrão que rouba ladrão.
Amigo que rouba amigo.
A ocasião faz o ladrão.
Já é um ditado antigo.

Cada vez há mais vilões,
com vontade de aldrabar.
Quase que há mais ladrões,
que os que há para roubar.

Zeninumi 30/6/2009

sábado, 27 de Junho de 2009

Mudam os tempos.

Mudam os tempos e as vontades
E os mangas-de-alpaca,
Havendo sempre rivalidades
E novos vira-casaca.

Passam todos ao teu lado
Muitas vezes nem os notas
Promovem o mau-olhado
Não passam de lambe botas.

Muitos também são conhecidos
Como sendo engraxadores,
E nisso são parecidos
Não passam de aduladores.

Há também os cata-ventos
Que tal como o nome diz
Mudam consoante os ventos
Mas sempre a empinar o nariz.

Conforme o tempo muda
Mudam também as vontades,
E sem teres nenhuma ajuda
Morres sem deixar saudades.

Zeninumi 27/6/2009

domingo, 21 de Junho de 2009

Promessas...

Os anos foram passando
Somente a ouvir promessas,
E todos fomos ficando
Cansados dessas conversas.

As promessas não cumpridas
E a falta de directrizes,
É que estragaram muitas vidas
E também muitos narizes.

Já quase que ouvi de tudo
Mas tudo o que prometeram
Eu só vi por um canudo
Que no olho me meteram.

Mas muita coisa já vi
E o que mais merda faz,
Faz merda e louco ele ri
Deixando os outros sem paz.

Peço-te só um favor
E disso nunca te esqueças,
Vive sempre com amor
E não faças mais promessas.

Zeninumi 21/6/2009

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Quo vadis? Portugal...

Muitos anos de injustiça
De cinismo e de traição,
Fomentaram a preguiça
A miséria e a exclusão.

Aumentaram a pobreza
A fome e a desilusão,
Deixando ver a avareza
De uma nova geração.

Alastrou a corrupção
E apareceram novos vícios,
E até quem é patrão
Soube criar novos ofícios.

Promoveram a desgraça
O desgosto e o martírio,
Reformularam o dia da raça
E vive tudo em delírio.

O nosso povo está mudado
Segue um rumo sem certezas,
Cada vez mais endividado
E sempre com mais despesas.

Para que houvesse evolução
Nos confins deste país,
Tinha que haver uma revolução
Que mudasse tudo de raiz.

Zeninumi 10/6/2009

Nada de novo.

Nesta República das bananas
Em que temos de viver,
Vemos nós grandes sacanas
Gozando a seu belo prazer.

Comem, bebem e arrotam
E enchem bem as panças,
Suas roupas não desbotam
E só com dinheiro os amansas.

Todos nós que cá andamos
Estamos todos a pagar,
E tudo isto pagamos
Enquanto por cá se andar.

A certeza salta á vista
Porque já o conhecemos,
E mesmo sem uma pista
É essa a certeza que temos.

O que todos esperamos
É ver ser feita a justiça,
Mas todos nós acabamos
Por ver uma lei postiça.

Zeninumi 10/6/2009

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Anjos caídos.

Numa cidade nua e fria
Em que já ninguém se ajuda,
Gritámos mas não se ouvia
E não há quem nos acuda.

Perante um súbito dilema
Que surgiu inesperado,
Somou-se mais um problema
Que não era esperado.

Rodeados por vários gangs
E muitos distúrbios turvos,
Assim como boomerangs
Com seus movimentos curvos.

Revoltados com a vida
E abandonados á sorte,
Não vendo qualquer saída
Somente esperando a morte.

O cinismo dos fingidos
Em certos momentos,
Tal e qual anjos caídos
Libertos de sofrimentos.

Zeninumi 9/6/2009

domingo, 7 de Junho de 2009

Não sonhes acordado.

Nunca sonhes acordado
Para não adormeceres,
Sem veres o resultado
De tudo o que mereceres.

A vida é a realidade
Daquilo que é sonhado,
Mas muitas vezes a verdade
É um pesadelo acordado.

A vida nunca é um sonho
E se sonhares acordado,
Por muito que seja risonho
Não trará bom resultado.

Na vida há muita desgraça
E a isso eu me oponho,
Para a vida ter mais graça
Eu também tenho um sonho.

Mas nunca sonho acordado
Nem mesmo por brincadeira,
Porque se tivesse sonhado
Já teria feito asneira.

Zeninumi 7/6/2009

sábado, 6 de Junho de 2009

Mundo cão.

Por viveres no mundo cão
Onde a vida é por vezes bruta,
Tens que ter sempre atenção
E agir de forma astuta.

Todos nós nos enganamos
Numa ou noutra decisão,
Por isso é que precisamos
De ter sempre atenção.

Esta vida é uma luta
Em permanente mutação,
E é constante a disputa
Que quase chega a obsessão.

Nunca te mostres cansado
Por viveres no mundo cão,
Cansado ficas tramado
E tramado…isso é que não.

A vida é por vezes bruta
Porque isto é o mundo cão,
Onde muitas vezes a fruta
Apodrece e cai no chão.

Zeninumi 6/6/2009

sexta-feira, 5 de Junho de 2009

O Dom.

Detecto ao longe a mentira
E é nisso que sou bom,
E tal como o mundo gira
Giro eu com o meu dom.

Pressinto onde paira a traição
E os que se vendem barato,
Que embora digam que não
Comem todos do mesmo prato.

Denoto um certo cinismo
E as faltas de respeito,
E o não haver civismo
Nem justiça, nem direito.

Vejo o abuso do poder
De quem tem tudo na mão,
E os que querem comer
E nem sequer têm pão.

Detecto ao longe a mentira
Pressinto onde paira a traição,
E no ar que se respira
Eu cheiro a corrupção.

Zeninumi 5/6/2009

Abusos de poder.

Os que abusam do poder
Quando se sentem confrontados,
Pensam que isso é que é sofrer,
E dizem que estão stressados.

Distorcem a realidade
E mentem para se safarem,
Porque evitando a verdade
É o mesmo que não falarem.

E aqueles que mais mentem
Pensando que nunca fedem,
Remorsos…nunca sentem
E desculpas nunca pedem.

Nem sentem a necessidade
De aliviar a consciência,
Confundem idoneidade
Com um estado de demência.

E se por mera ironia
O crime transita em julgado,
Regista-se a hipocrisia
De não se ver um culpado.

Assim vamos continuar
A ver abusos de poder,
E os que abusam a insinuar
Que não o fazem por querer.

Zeninumi 5/6/2009

No Reino do faz de conta

Habituei-me a viver
No Reino do faz de conta,
E aprendi sem querer
Que a verdade aqui não conta.

No Reino do faz de conta
Faz de conta que se faz,
E a mentira se desmonta
Não se podendo ter paz.

Aprendi á minha custa
Que neste reino nada é justo,
Ás vezes safei-me á justa
Mas sempre com muito custo.

Os que se diziam amigos
No Reino do faz de conta,
Só me arranjaram castigos
E negócios de pouca monta.

Para viver no faz de conta
Eu arranjei uma solução,
E a quem sofrer desta afronta
Eu dou de borla uma lição.

Faz de conta que estás vivo
Faz de conta que viveste,
E se te sentires cativo
Faz de conta que morreste.

Zeninumi 5/6/2009





domingo, 31 de Maio de 2009

Tu só vives iludido se assim quiseres viver.

Tu só vives iludido
Se assim quiseres viver.

Mas…

Se viveres alheado
De tudo o que te rodeia,
Acabas por ficar marcado
E enredado numa teia.

Como quem vive encantado
E antes que o tempo acabe,
No tempo fica parado
Quem da vida nada sabe.

Se de tudo o que é ouvido
Tu de nada queres saber,
Ficas sem ter percebido
E sem ter forma de viver,
E acabas desprotegido
Simplesmente um iludido
Toda a vida até morrer.

Mas só vives iludido
Se assim quiseres viver.

Zeninumi 31/5/2009

Mentirosos compulsivos.

Olhando ao meu redor
Vejo muitos mentirosos,
Fosse esse o mal menor
Mas há uns mais perigosos.

Habituados a mentir
Mentem com desfaçatez,
Mentem e ficam a rir
E mentem sempre outra vez.

Como quem diz a verdade
Já mentem sem preconceitos,
Até mentem sobre a idade
Eternamente perfeitos.

Nós não somos mentirosos
São capazes de dizer
E vão vivendo ociosos
Mentindo só por prazer.

Para bem se poderem sentir
A verdade eles evitam,
Há tanto tempo a mentir
Que na mentira acreditam.

Zeninumi 31/5/2009

domingo, 3 de Maio de 2009

Viver sempre encolhido.

Ao seres sempre espremido
Até nada mais teres para dar,
Acabas por ficar deprimido
Por viveres sempre encolhido
Sem te poderes esticar.

Acaba por te ser proibido
E não te ser permitido
O poderes por cá ficar,
Se vives sempre encolhido
Por não te deixarem esticar.

Viver encolhido a um canto
Sem nenhuma iniciativa,
Quase parecendo um santo
Que não quer entrar em pranto
Mas cuja alma está cativa.

Viver a um canto encolhido
Por medo de se afirmar,
É como não ter vivido
Por não saber cá andar.

Zeninumi 3/5/2009

Simplesmente diplomada.

É muita a sabedoria
De quem lê os manuais,
Mas a prática é que daria
Soluções originais.

Porque ter a teoria
Sem nunca a pôr em acção,
É como cometer heresia
No meio de uma oração.

Aplicar o que se sabe
Para resolver situações,
Fazendo com que se acabe
Com tantas humilhações.

Ou então perde-se tudo
E quando se fica sem nada,
Vê-se que o “canudo”
É só uma folha enrolada.

E tudo o que sabias
Já não serve de nada,
Porque nada podias
Só por seres diplomada.

Zeninumi 3/5/2009

Anarquia na autarquia.

Preparam-se novas eleições
Para eleger mais um autarca,
Mas desta vez há restrições…
Tem que ter imagem de marca.

Aceitaram-se candidaturas
De corpos sem defeito,
Recolheram-se assinaturas
Para o perfil perfeito.

Depois de muita conversa
Entre todos os consultados,
Torna-se a situação adversa
Por não se verem resultados.

Fizeram-se as eleições
Votaram os eleitores
Apuradas as votações
Viram-se os vencedores.

Não se chegava a consenso
Sendo um magro e outro gordo,
Porque não havia bom censo
Nem ninguém estava de acordo

Zeninumi 3/5/2009

Tempos conturbados.

Pensando estar tudo dito
Eu não disse mais nada,
Mas eis que ouvi um grito
De alguém bem aflito
Por sentir a vida roubada.

Nestes tempos conturbados
Em que temos de viver,
Vivemos sempre perturbados
Por o que pode acontecer.

Com um viver preocupado
Que não foste tu a escolher,
Qual sensação de estar mirrado
Ou de estar a encolher.

A ajuda esperada
Nunca chega a aparecer,
E por ti ninguém faz nada
Se não fores tu a fazer.

Se acaso ficas calado
Nunca chegas a falar,
E se ficares parado
Nunca chegas a andar.

Só tu sabes o que queres
E vês o que não se faz,
Mas se um dia tu puderes
Talvez consigas ter paz.

Zeninumi 3/5/2009

Queixas.

Só tu sentes o que sentes
Porque só tu tens as dores,
Os outros andam dormentes
Como se fossem doutores.

Outros pensam que estás a mentir
Quando a ti te doem os dentes,
Mas só tu é que podes sentir
As dores que realmente sentes.

Poucos vão acreditar
Naquilo que tu te queixas,
Se só te sabes queixar
Mas aos outros tu não deixas.

As queixas a apresentar
Têm que ter razão de ser,
Ou ficarão a pensar
Que não tens razão para as ter.

Os que se podem queixar
Do que os outros não deixam,
Acabam por não deixar
Perceber porque se queixam.

Zeninumi 3/5/2009

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Maus hábitos.

Vivemos num mundo imundo
Onde já nada parece normal,
E cada vez estamos mais fundo
Em justiça e em moral.

A avareza e a cobiça
Sobrepõem-se á razão,
Fomentando a injustiça
E aumentando a corrupção.

Até os modos de pensar
Já estão adulterados,
Muitos não sabem julgar
Sabem só ser condenados.

Porque o juízo de valores
Da sociedade acomodada,
Foi feito só por doutores
Mas numa época errada.

Habituados que estamos
A ter este mau viver,
Muitas vezes nem pensamos
Nos que estão a sofrer.

zeninumi 23/3/2009

Covil de lobos.

Estive na toca do lobo
E mais de uma vez fui lá ter,
Tive que viver como um bobo
Mas tudo consegui ver.

Vi lobos com peles de cordeiros
E outros que andavam nus,
Mas vi lobos verdadeiros
Cujas peles tinham pus.

Os que vestiam peles de cordeiros
Mostravam-se sem se esconder,
Mas os lobos verdadeiros
Nunca se deixavam ver.

Quando era hora do ataque
Só atacavam em matilhas,
Procurando fazer o saque
Sem cair nas armadilhas.

Um a um nada valiam
Por nem sequer terem ideias,
E porque disso sabiam
Só andavam em alcateias.

zeninumi 23/3/2009

sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Procrastinação.

Quando era pequeno diziam-me:

Não deixes para amanhã
O que podes fazer hoje.

Mas actualmente está em voga a procrastinação

Até parece um palavrão
Ou mais uma palavra cara,
Mas é só a definição
Do que no dia-a-dia se depara.

Talvez por não haver pressa
Ou já nada ser prioritário,
Quase todos andam nessa
E acabas por ser tu…o otário.

Parece que está na moda
Por vício ou obstinação,
E não é só na alta-roda
Que usam a procrastinação.

Às vezes até dá medo
Ver que nada se resolve,
Por todos acharem que é cedo
E só tu veres que o tempo se dissolve.

Zeninumi 13/02/2009

Analfabeto Político.

Políticas de baixo custo
Fazem tudo sair caro,
Prolifera o que não é justo
E o que é justo já é raro.

Quase parece mentira
Estarmos a voltar ao passado,
Mas o que mais me admira
É quem não anda revoltado.

Parecendo viver satisfeito
Com um futuro incerto,
Em nada pondo defeito
Como se tudo fosse certo.

Não é a favor nem é contra
Nunca assina petições,
E no sítio onde se encontra
Não entra em contestações.

Ou seja:

Não se interessa por nada
E a isso está habituado,
Pois a política não cultivada
Faz desinteresse acumulado.

Zeninumi 13/02/2009

terça-feira, 14 de Outubro de 2008

A vida tem significado.

A vida não é o que parece
Ou o que muitos pensam saber,
E o que a muitos acontece
É nunca o chegarem a perceber.

Porque pensam saber tudo
Afirmam-se como sabedores,
E só por terem um canudo
Querem ser tratados por doutores.

Demonstrando a vileza
Do poder e do seu peso,
Dão-se a ares de grandeza
E a modos de desprezo.

Esquecem os seus semelhantes
Humilham os desgraçados,
Tratam todos como ignorantes
Meros palhaços ignorados.

Mas sem terem percebido
Que a vida tem significado,
Não por o que é recebido
Mas por tudo o que é dado.

zeninumi 14/10/2008

A ver também se aprende.

O que a vida nos ensina
Não se aprende na escola,
Mas a todos se destina
Até a quem pede esmola.

A viver é que aprendemos
A saber ver a verdade,
E quanto mais nós vivemos
Mais vemos toda a maldade.

A pureza dos sentimentos
É rara de se encontrar,
E em determinados momentos
Nem se pode demonstrar.

Durante o tempo que vivemos
Conhecemos muita gente,
Mas poucos são os que vemos
Que sejam gente decente.

Quando se vive nos meandros
De uma pobre vida falida,
Vemos que são mais os malandros
Do que os bons que há nesta vida.

zeninumi 14/10/2008

Regra para a felicidade.

Vive e deixa viver.
E a ninguém martirizes.
Para que todos possam ser,
Um pouco mais felizes.

A regra para a felicidade
Se conseguir atingir,
É saber amar de verdade
E nunca ser a fingir.

É nunca pensar negativo
E procurar os bons momentos.
E não ter como atractivo
Somente maus pensamentos.

É poder ter liberdade
Em acções e movimentos.
É viver com igualdade
Sem se ver atrevimentos.

É sentir satisfação
E viver de modo altivo,
Só por a simples razão
De continuar a estar vivo.

A regra para a felicidade
Se conseguir obter,
É viver com lealdade
E ajudar outros a viver.

zeninumi 14/10/2008

terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Toxico-incompetência.

Predomina a incompetência
E tal como um vírus ela alastra,
Provocando o estado de demência
Em que o país se arrasta.

Vivendo todos na ânsia
De sermos bem tratados,
Mas vendo a ignorância
De muitos dos doutorados.

Querendo mostrar resultados
Prometem mundos e fundos,
Mas continuamos atrasados
Com modos de vida imundos.

Cambada de incompetentes
Que só trazem ilusão,
Parecendo ser indulgentes
Iludem a multidão.

Não sabem do seu ofício
Porque é pouca a inteligência,
E vão fomentando o vício
Da tóxico incompetência.

Zeninumi 23/9/2008

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Justiça injusta.

Passas por um mau bocado
Acusado sem razão,
E precisas de um advogado
Quer tu queiras ou quer não.

Porque não tens conhecimentos
Das normas da legislação,
Nem sequer tens argumentos
Para defenderes a questão.

Mas também não tens dinheiro
Para um advogado contratar,
E não vais ser o primeiro
Que assim se vai tramar.

Sujeitas-te a um julgamento
Em que serás sempre o culpado,
Por não fazeres o pagamento
Ao senhor advogado.

Justiça incompleta.
Injustiça acabada.
Sem normas e repleta
De tudo…o que não é nada.

Não depende de causas nobres
E ao povo ela se nega,
Já não defende os pobres
Porque é surda-muda e cega.

Zeninumi 9/9/2008

sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Trocadilho.

Penso…logo existo.
Falo…logo estou vivo.
Só estou vivo porque penso.
Só existo porque falo.
Se estou vivo …logo existo.
Primeiro penso, depois falo.
Mas só falo por estar vivo.
Existo porque penso.
Penso …logo estou vivo.
Falo…logo existo.

Mas todo aquele que insiste em falar sem pensar,
Está vivo…mas é como se não existisse.

Zeninumi 29/8/2008

terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Bicho homem.

Na vida o que nos limita
É algo que nos divide,
Mas há quem não acredita
E mesmo a ver há quem duvide.

Porque o chamado bicho homem
Com o seu viver inusitado,
Habituou-se a que o domem
Sem sentir que é domado.

O chamado bicho homem
Tem a mentalidade degradada,
E os pensamentos que o consomem
De tanta maldade acumulada.

Habituado ao caos e á corrupção
Não vê isso como uma tragédia,
E encara a destruição
Como se fosse uma comédia.

Por mais que os erros se somem
Não os vê como errados,
Por isso o chamado bicho homem
Tem os seus dias contados.

Zeninumi 26/8/2008

quarta-feira, 16 de Julho de 2008

É mais fácil culpar todos.

Por ser pouco o que fez
Para lhe ficar de herança,
Pobre povo, o português,
Que pouco ou nada alcança.

Tentando manter a crença
De liberdade de pensamento,
Ouviu ser lida a sentença
Do seu próprio julgamento.

Foi vivendo embevecido
Com as histórias de encantar,
Muito tempo adormecido
E tardando em acordar.

Deixou-se ficar na cama
Por preguiça ou por ter medo,
Arrasta-se agora na lama
E a todos aponta o dedo.

Sente-se agora atolado
Em algas, merda e lodos.
Mas não se sente culpado,
É mais fácil culpar todos.

Zeninumi 16/7/2008

domingo, 13 de Julho de 2008

De mal a pior.

Já poucos guardam respeito
Por o seu semelhante.
E isto faz um efeito
Que se torna alarmante.

Havendo a inteligência
Por parte do ser humano,
Não entendo a negligência
Que torna o mundo profano.

Mostrando ser irresponsável
E não fomentando o perdão,
É até bastante provável
Que cause a destruição.

Deixou de se ver a bondade
E a prática de bons sentimentos.
E só se vê actos de maldade
E muito maus ensinamentos.

Vemos tudo o que é injusto
E que nos traz só incerteza,
Vivendo com muito custo
Neste mundo de avareza.

Zeninumi 13/7/2008

quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Cultivando a palavra.

Com a caneta se lavra.
Os papéis são a herdade.
E semeia-se a palavra
Quando se escreve a verdade.

Torna-se tudo mais leve,
Até o fardo mais pesado.
Quando tudo o que se escreve
Tem grande significado.

As palavras são escritas
Por haver motivação.
Depois de lidas, são ditas
Servindo de informação.

Assim se vêm a saber
Os segredos mal guardados,
Dos que pensavam poder
Fugir de ser acusados.

Semeando a verdade
Liquidamos a mentira.
E a raiz da maldade
Morre no ponto de mira.

Zeninumi 9/7/2008

terça-feira, 8 de Julho de 2008

Quanto baste.

Os fantasmas do passado
Assolam a tua mente,
E tu sentes-te assombrado
Ao viveres este presente.

Os horrores que já passaste
E o mal que já sentiste,
No geral e quanto baste
São razões para quem desiste.

Estás farto de esperar
Por um melhor futuro,
Cansado de trabalhar
Sempre num trabalho duro.

Não vendo qual a razão
De não poderes melhor viver,
Restando só a opção
De trabalhar para comer.

Além de seres explorado
Quase te sugam o sangue.
E o ver-te nesse estado
É razão para que me zangue.

Zeninumi 8/7/2008

quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Anacronismo.

Por a falta de justiça
E maus actos praticados,
Vejo muitos com preguiça
A fazer outros pecados.

Culpados absolvidos.
Inocentes condenados.
E os que vivem perdidos
Nunca sendo procurados.

Ainda mais me admira
Passarem por cavalheiros,
Os que vivem a mentira
Como sendo verdadeiros.

Em vez de amor, vejo o ódio
E actos de vandalismo.
E os que perdem vão ao pódio
Sinónimo de anacronismo.

Já não espero mudança
Na nossa sociedade,
Perdi toda a confiança
Que tinha na humanidade.

Zeninumi 3/7/2008

No meio da multidão.

Sozinho na multidão
Mas por todos rodeado.
Vives a tua solidão
Sentindo-te desamparado.

Para ti que estás sozinho
No meio de gente sem tino,
É difícil abrir caminho
Para chegares ao teu destino.

Vagueias num mar de gente
Ao sabor da ondulação,
Empurrado para a frente
Por te darem um encontrão.

Se acaso te sentes mal
Por também seres pisado,
És só mais um animal
Que aqui está encurralado.

Mais vale viveres só
Do que mal acompanhado.
Se de ti não têm dó
E te lançam mau-olhado.

Zeninumi 2/7/2008

sábado, 28 de Junho de 2008

Um povo faz um País.

É barata esta política.
E assim rende milhões.
Não admitem a crítica
E ainda dão sermões.

Só decidem o que lhes interessa
E como muito bem lhes apetece.
Fazendo os outros viver á pressa
Desprezando o que lhes acontece.

Criam a lei que só a eles interessa
Mudando os códigos quando querem.
E não há quem os impeça
De roubarem o que puderem.

O povo trabalhador
Continua a ser roubado.
E vai vivendo com o pavor
De ser sempre enganado.

Um Povo faz um País.
E um País é o seu Povo.
Mas por tudo o que se diz
Voltamos ao Estado Novo.

Zeninumi 28/6/2008

Ignorância.

Só te lembras do que queres
E esqueces rapidamente.
Com a mentira tu feres
Mas a verdade te desmente.

Queres alterar o destino
Duma vida já sem rumo,
Mas como te falta o tino
A ideia desfaz-se em fumo.

Tudo aquilo que desejas
Por não ter bom fundamento,
Faz com que o que tu ensejas
Fique só em pensamento.

Tudo o que é positivo
Com esse teu procedimento,
Transforma-se em negativo
Sem haver aproveitamento.

Se não mudas de pensar
E de maneira de viver,
Cedo tu vais acabar
Por morrer sem perceber.

Zeninumi 28/6/2008

sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Não viver na ilusão.

Perdi as ilusões muito cedo,
Por viver como vivi.
Por isso não tenho medo
Porque já quase morri.

Ao me tentarem matar
deram vida ao meu dom.
E já não me podem calar
mesmo que baixem o som.

Aprendi á minha custa
a saber ler as feições.
De quando a mentira se ajusta
nas variadas situações.

Sei ver a hipocrisia
e a falta de sentimentos.
E os que com certa ousadia
nos fazem passar tormentos.

Há quem diga que eu tenho
a mania da perseguição.
Mas são esses que eu desdenho
por não viver na ilusão.

Zeninumi 13/6/2008

quarta-feira, 11 de Junho de 2008

A verdade que poucos perceberam.

Voltamos ao antigamente.
E desta vez…
Por a voz do Presidente.

Vamos caindo na desgraça,
Em vez de seguir em frente.
E a vida perde a graça
Para muito boa gente.

Fiquei meio aparvalhado
Senti-me quase um indigente
Quando ouvi o inesperado
A frase do Presidente.

Como quem diz uma chalaça
Para que todos possam rir
Voltámos ao “Dia da Raça”
O que ninguém esperava ouvir.

O tempo volta para trás.
Porque alguém força a isso.
E isso só nos faz
Lembrar do que estava omisso.

Isto é só mais uma prova
De que a nós, ninguém nos mente.
E que uma ideia só é nova
Se for feita no presente.

PS: Dizem sempre a verdade…só que poucos a percebem.

Zeninumi 11/6/2008

domingo, 18 de Maio de 2008

Promessas.

Se te iludes com promessas,
E nada vês ser cumprido.
Com o tempo tu começas,
A sentir-te deprimido.

São as promessas não cumpridas,
Que te trazem a decepção.
E te fazem muitas feridas,
No teu pobre coração.

Fazes contas com promessas,
Que te tinham prometido.
E ficas só ás avessas,
Porque nada é cumprido.

Já tinhas as contas feitas,
A contar com as promessas.
Mas agora já as rejeitas,
Por as contas serem essas.

Se alguém te prometeu,
E te fez ficar á espera.
O que não aconteceu,
Nunca mais se recupera.

Zeninumi 18/5/2008

Condenado.

Injustiças e maus-tratos
Foi tudo o que recebeste.
Condenaram os teus actos
E por isso te perdeste.

Iludido na mentira.
Perdido na incerteza.
Numa vida que te atira,
Para um estado de pobreza.

Todos os que conheceste
E que a ti, te iludiam,
No tempo que tu viveste
Somente de ti se riam.

E nem sequer se lembravam
Que as dores que tu sentias,
Com o tempo aumentavam
Quanto mais anos vivias.

Nada na vida é certo.
Nada na vida é eterno.
Estando todos mais perto,
De tudo ser um inferno.

Zeninumi 18/5/2008

quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Viva o 1º de Maio.

Dia do trabalhador
E feriado nacional.
Se eu fosse um sonhador,
Para mim era normal.

Dia do trabalhador.
Foi mais um dia a trabalhar.
Para mostrares o teu valor
Sem nada teres a ganhar.

Dia do trabalhador.
Feriado em que tudo se come.
Vivendo os restantes trinta
Sujeito a passar fome.

Viva o 1º de Maio.
Dia do trabalhador.
Nessa é que eu já não caio,
Por já não ser amador.

Viva o dia do trabalhador.
Dia de grande alegria.
Trabalhaste até sentir dor.
Para ti foi mais um dia.

Viva o 1º de Maio.
Feriado nacional.
Grande raiva, mas que raio,
Será que sou irracional?

Zeninumi 1/5/2008

Povo iludido.

Um ano inteiro a trabalhar
Que de pouco ou nada lhes valia.
Um ano inteiro a calar
Para terem um dia de alegria.

A alegria de um dia
Transformada em pesadelo.
Por um dia de alegria
Que muito custou a tê-lo.

Vivendo assim iludido.
Pensando viver á maneira.
Por ninguém sendo ouvido.
Mal pago a vida inteira.

Mas há um dia especial
Que chamam do trabalhador.
Fazem feriado nacional
Como se lhe dessem valor.

Explorado a vida inteira
Mas aproveitando o que resta.
Caem sempre na asneira
E fazem desse dia uma festa.

Ilude-se assim um povo
Que se habituou a ter pouco.
Mas isto para mim não é novo.
Faço é figura de louco.

Zeninumi 1/5/2008

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Liberdade limitada.

Democracia e liberdade
Ás vezes a quanto obrigas.
Quando não há igualdade
Nem normas que tu sigas.

Independentemente do sexo
E muito menos da idade,
Há situações sem nexo
Que privam a liberdade.

Se só te sabes lamentar
Por veres injustiças sociais,
E se as vês a aumentar
Em proporções anormais.

Mas nada fazes para as parar
Com o teu viver limitado.
Limitas-te a deixar andar
Com um modo despreocupado

Porque motivo te queixas
E te sabes lamentar,
Se és tu próprio que deixas
Continuarem a aumentar.

Zeninumi 25/4/2008

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Só não sente quem não quer.

Ao ver muita mesquinhez
Em muitas das atitudes,
Com manias de altivez
Encobrindo gestos rudes.

Fez-me ver o que não vês.
E sentir o que não sentes.
Acreditar no que não crês,
Na verdade que tu desmentes.

Somente por não ser cego
E ver tudo em meu redor,
A evidência não nego
Nem dou um valor menor.

Tive que ver o que não queria
Porque a isso era obrigado.
E ás vezes ainda ouvia
Chamarem-me mal-educado.

É o falso moralismo
E a falta de educação,
Que destrói o humanismo
E me trás a desilusão.

Zeninumi 24/4/2008

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Vidas fúteis, vidas inúteis.

Vidas fúteis
Vidas inúteis

Vidas sem significado.
Sem nada de importante.
Em que ninguém é notado
Por nenhum facto brilhante.

Vidas fúteis
Vidas inúteis

Num mundo que está degradado
E onde não reina a harmonia.
Sobrevivem ao inesperado
Esperando sempre mais um dia.

Vidas fúteis
Vidas inúteis

Assim vão prosseguindo vivos
Procurando sempre mais diversão.
Não passando de simples cativos
Presos num mundo de ilusão.

Vidas fúteis
Vidas inúteis

Literalmente vazias
Sem qualquer fundamento.
Onde só se passam os dias
Procurando ter alento.

Vidas fúteis
Vidas inúteis

Vidas sem importância
Onde nada é o que parece.
Onde reina a ignorância
E onde qualquer um perece.

Vidas fúteis
Vidas inúteis.

Zeninumi 1/4/2008

sexta-feira, 14 de Março de 2008

Viver por cá.

Custa muito a acreditar,
No que não queremos ver.
E continuamos a imaginar,
O mundo como ele devia ser.

São muitos os que não vêem,
O que se passa ao seu redor.
E ficam contentes porque crêem,
Que sabem tudo de cor.

A muito custo aprendemos,
Com o que nos vão fazendo.
E com o passar do tempo vemos,
Tudo o que vai acontecendo.

Neste mundo em que vivemos,
Subjugados por o poder.
Muitos de nós ainda temos,
Medos que nos impedem de crescer.

Vivemos assim encolhidos.
Com modos de vida errantes.
Sentindo ser esquecidos,
Por os nossos governantes.

Zeninumi 14/3/2008

quarta-feira, 12 de Março de 2008

Saber esperar.

Á espera do que aconteça
Desperdiça-se uma vida.
Embora se permaneça
Constantemente na lida.

Pouco ou nada adianta
Perder tempo a esperar.
É como ter uma manta
E não se poder tapar.

De nada serve esperar
Se nada vai acontecer.
E só se vai continuar
Sem nada se resolver.

Esperar por o que não vem.
E assim se passa uma vida.
E a certeza que se tem
É que a vida não foi vivida.

Sempre que tens de esperar
É melhor ficares sentado.
Porque pode demorar
E assim não ficas cansado.

Zeninumi 12/3/2008

Pobres almas.

Almas nobres com pudores,
Subjugadas pelo poder.
A quem não fazem favores,
Nem ninguém dá de comer.

Vão vivendo no desamparo,
Fazendo vidas de louco.
Tudo lhes sai muito caro,
Porque ganham muito pouco.

Só compram do mais barato,
Do que a vida lhes concede.
Nunca vestiram um fato,
E jamais isso sucede.

Só vivem para trabalhar.
E só para isso prestam.
Se algo ficam sem pagar,
Até as cuecas lhes arrestam.

Favorecida a miséria.
Está a fome implantada.
Sendo a fome coisa séria,
Quando fica descontrolada.

Zeninumi 12/3/2008

terça-feira, 11 de Março de 2008

O porquê de ser.

Ideias empedernidas
Que muito me fazem pensar.
Que me foram incutidas
Depois de muito penar.

Por sofrer em demasia
E durante um tempo imenso,
Esse mal só me fazia
Pensar de um modo intenso.

Talvez isso me salvasse
De um destino mais atroz,
E também me ajudasse
A fazer ouvir a minha voz.

Sei agora do que falo
E a razão porque o digo.
Por isso nunca me calo
E sei o caminho que sigo.

O rumo está traçado
E eu sigo esse rumo.
Deixei de ser engraçado.
Sou aquilo que assumo.

Zeninumi 11/3/2008

Exclusão.

Se fechas os olhos para não ver
Tudo o que salta á vista,
Se de nada queres saber
Como se fosses autista.

Porque com nada te importas
E a nada dás atenção,
Nem sequer em ti denotas
Nenhum traço de emoção.

Se em tudo estás por fora
E não te importas com nada,
E só te apetece ir embora
Numa festa iniciada.

Porque tu já não demonstras
Nenhum traço de emoção,
Em ti próprio não encontras
Nenhuma nova sensação.

Há algo que está errado
Neste teu procedimento,
Ou porque estás enganado
No tempo e no momento,

Ou és um caso isolado
Condenado ao esquecimento,
Que vives de modo errado
Sujeito ao isolamento.

Zeninumi 11/3/2008

Conversas.

Se tens algo a dizer
É melhor que não te cales.
Mas aprende a escolher
Pessoas com quem tu fales.

Aqueles com quem tu falas
São os que depois vão contar.
Mas se para esses te calas
De nada podem falar.

Com quem estás á vontade
Podes sempre falar.
Não fugirão á verdade
Se depois forem contar.

Tens que ter é mais cuidado
Com conversas infelizes.
Para não seres o visado
Em algo que tu não dizes.

Dar o dito por não dito
Em conversas já faladas,
Cria um enredo maldito
E pessoas desconfiadas.

Zeninumi 11/3/2008

terça-feira, 4 de Março de 2008

Pensando.

Os pensamentos profundos,
Sobre ilusões e mistérios.
É que transformam os mundos,
Por serem assuntos sérios.

Exigem meditação.
Requerem conhecimento.
E fazem a tentação,
Parecer um mau momento.

Aprofunda o pensamento.
Evolui com qualidade.
E faz o teu julgamento,
Condenando a maldade.

Porque uma ideia impura,
Traz sempre um malefício.
Muitas vezes não tem cura,
Porque se transforma em vício.

Do modo que o tempo passa,
E que a vida avança.
Mostra bem a tua raça,
Em toda a sua pujança.

Zeninumi 4/3/2008

Passatempo no tempo.

Escrever só por escrever
Para passar um momento
É um belo passatempo.
Mas nada ter para dizer
Pode ser um tormento
Que se arrasta no tempo.

Muitos de nós tentam viver
Sempre no melhor momento
A vida como um passatempo.
Mas acabam por morrer
Em agonia e sofrimento
Passado muito pouco tempo.

Acabando eu por ver
No meio do passatempo,
Que num mundo em movimento
Em que temos que viver,
Nunca paramos no tempo.
E as palavras…leva-as o vento.

Zeninumi 4/3/2008

O pacto.

Numa triste madrugada
Dum dia algo nublado,
Sentindo a vida sugada
Como se tudo tivesse acabado.

Pensava na sua sina
Que algo tinha de errado.
Não passava de um ardina
Mas era homem honrado.

Trabalhava como um mouro
Mas era pouco afortunado.
Até todo o seu ouro
Lhe fora um dia roubado.

Nessa madrugada pensava
Qual seria a razão,
E ao estar só imaginava
Ter encontrado a solução.

Era revoltado com a vida
E abandonado por a sorte,
Por ter feito á partida
Um pacto com a morte.

Zeninumi 4/3/2008

O meu desejo.

Se me concedessem um desejo
Mudava o mundo num instante,
Logo no primeiro ensejo
Que era determinante.

Erradicava a maldade.
Cortava-a por a raiz.
Porque a minha vontade
Era um mundo feliz.

Mas para isso acontecer
Só se houvesse um milagre,
Para a vida deixar de saber
Só a fel e a vinagre.

Porque o mundo é dos malvados
E só se vive uma vez,
Gostava de ver os seus dias acabados
Pois não foi Deus que os fez.

Somente os deixou nascer
Num estado de bondade,
E não foi para os ver crescer
No mundo a fazer maldade.

Zeninumi 4/3/2008

Luzes e sons.

Luzes que não os iluminam.
Sons que não conseguem ouvir.
E o que tanto abominam,
É o que estão sempre a sentir.

São as luzes da ribalta
Que nada nos dão de novo.
E tudo aquilo que falta
Só falta a quem é do povo.

Luzes que não os iluminam.
Imagens que não conseguem ver.
E o que tanto abominam
É o que têm que viver.

Músicas que não têm som.
Sons que não se conseguem ouvir.
A vida a subir de tom,
Sem nada de bom a fluir.

Batem palmas satisfeitos
Contentes com a ilusão.
São espectadores com defeitos.
Surdos-mudos sem visão.

Zeninumi 4/3/2008

Águas passadas.

Nunca penses que estás bem
Ou que estás na maior.
Por vezes o que se tem
Só nos deixa bem pior.

A vida tem encruzilhadas
Com que nunca vais contar.
E ás vezes águas passadas
Mais uma vez vão passar.

E o que parecia estar bem
Que te deixava satisfeito,
No ápice em que o azar vem
Deixava de ser perfeito.

E logo na mesma hora
Em que tudo acontece,
Compreendes tu agora
Que nada é o que parece.

Nessas horas atribuladas
Que vives sem esperar,
Vês que há águas passadas
Que voltam sempre a passar.

Zeninumi 4/3/2008

Homem só.

Não sendo eu um adivinho.
Nem um tipo muito fino,
Com camisas de colarinho.
É nesta ideia que eu atino.

Um homem que está sozinho,
Não passa de um menino.
Perdido num caminho,
Sem saber qual o destino.
E se insiste em beber vinho,
Perde o rumo e perde o tino.
Ficando em desalinho.
Vomita fazendo o pino.
Vive só, e sem carinho.
E quando se ouvir um sino,
Já vai num caixão de pinho.

zeninumi 4/3/2008

sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Miséria alheia.

Poucos são os que se importam
Com a miséria que alastra,
E muitos deles nem suportam
Quem na miséria se arrasta.

Se ao longe vêem um pedinte
Olham de um modo velado,
E passam para a rua seguinte
Só para não lhe passar ao lado.

Tentando fazer de conta
Que não se tinham apercebido,
Atitude que remonta
A um sentimento esquecido.

Talvez se já soubessem
O que custa passar fome,
E as dores que acontecem
A quem quer, mas que não come.

Não procedessem desta forma
E mudassem de atitude,
E criassem outra norma
Para que a miséria mude.

Talvez assim o mundo mudasse
Para um modo de altruísmo,
E a miséria acabasse
Assim como o egoísmo.

Zeninumi 29/2/2008

Vida morta.

O que pensas tu da vida?
Tu que és um ser vivente,
Mas que a vives de fugida
Se de tudo estás ausente.

Se vives só por viver
Sem teres objectivos,
Nunca chegarás a saber
Se fazes parte dos vivos.

Se estás vivo ou estás morto
Depende do que tu sentes,
Se já nasceste um aborto
Ou se a ti próprio mentes.

Ao viveres só por viver
Sem teres do tempo a noção,
Vais acabar por morrer
Á espera do teu caixão.

A ti próprio te enganas
Com essa maneira de viver,
Chamas aos outros sacanas
Mas tu é que acabas por o ser.

Zeninumi 29/2/2008

Patetas alegres.

Já andavam a actuar
Desde os tempos de Cristo,
Já tinha ouvido falar
Mas nunca os tinha visto.

Tinham sempre o mesmo lema
Para com todos que os seguiam,
Faziam da vida um dilema
E era só isso que faziam.

Só agora me apercebi
Do poder da sua acção,
Porque só agora os vi
Em plena actuação.

Mesmo que tudo desses
A estes alegres patetas,
Faziam-te andar aos esses
Mesmo quando só há rectas.

Chamo-lhes patetas alegres
E vejo-os de noite e de dia,
E assim vais tu que os segues
Vais rindo sem alegria.

Por causa dos alegres patetas
Que cumprem suas missões,
Tu nunca atinges as metas
E vives sem permissões.

Zeninumi 29/2/2008

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Verdade radical.

Tudo aquilo que se escreve
Se não tem grande sentido,
Para pouco ou nada serve
E é só tempo perdido.

É como certas conversas
Que têm certas pessoas,
Com opiniões inversas
Ás ideias que são boas.

Que só procuram fomentar
A razão do seu conceito,
Para poderem aumentar
O seu próprio proveito.

Nunca se preocupando
Com quem possa estar mal,
E que só vão procurando
Fazer de ti um vegetal.

Para poderem eles ter
Tudo á sua vontade.
O controle do poder
E a escolha da verdade.

Porque tendo o poder
Tudo será alcançado.
Tudo poderão fazer
Sem nada lhes ser negado.

Zeninumi 27/2/2008

sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Amnésia.

A maioria dos portugueses
Tem um problema de memória.
E são já muitas as vezes
Que se esquecem da história.

Esquecem os maus momentos.
E esquecem rapidamente.
E só soltam mais lamentos
Quando sofrem novamente.

Esquecem nomes e rostos
Dos que tomaram más medidas.
Mas que depois de depostos
Seguiram felizes das vidas.

Embora uns anos mais tarde
Voltassem de novo ao poder.
Faltassem de novo á verdade
Deixando o povo a sofrer.

É o mal de muita gente
Quando cai no esquecimento.
E se lamenta somente
Quando está em sofrimento.

Esquecer rapidamente
Tudo o que já se sofreu,
Faz de nós povo dormente,
Que na amnésia se perdeu.

Zeninumi 22/2/2008

Tarado por desporto.

Há alguém que quer mostrar
Ser o atleta que não é.
Começa por se esforçar
Correndo sozinho a pé.

Num ginásio se inscreveu
Para fazer musculação,
E mais tarde aprendeu
Ginástica de manutenção.

Só bebe água e pouco come.
Basta-lhe uma peça de fruta.
E apesar de passar fome
Faz pesos com força bruta.

Praticou remo e equitação,
Basquetebol e andebol.
Pára-quedismo e natação,
E até jogou futebol.

Querendo ser moderno
E mostrar que está em voga,
Agendou no seu caderno
Umas aulas de yoga.

Fez corrida e triplo salto
E arremeço do peso.
Com a vara saltou mais alto,
No boxe saiu ileso.

Acabou por se fartar
De praticar atletismo,
E acabou a pedalar
Numa equipa de ciclismo.

Zeninumi 22/2/2008

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

O funeral não interessa.

Todos precisamos de ajuda
Para podermos estar activos.
Mas não temos quem nos acuda
Enquanto andamos por cá vivos.

Todos nós que cá vivemos
Precisamos de ser ajudados.
Mas ajudas nunca temos
Vivendo assim preocupados.

Somos até prejudicados.
Ás vezes até nos ferem.
Além de não sermos ajudados
Muitos há que mal nos querem.

A mim não me interessa
Ter um grande funeral.
No dia que esteja nessa
Já estou morto afinal.

Mesmo que alguém me peça
Por pensar que é asneira,
Não há nada que me impeça
De pensar desta maneira.

Zeninumi 14/2/2008

Injustiça atroz.

Aqueles que nos comandam
E mandam a seu belo prazer,
Não sabem por onde andam,
Nem o que andam a fazer.

Foram decisões tomadas
Sem saberem o que faziam,
E as ordens eram dadas
Sem saberem o que diziam.

Acabou por dar origem
A uma injustiça atroz.
Mas agora ainda exigem
Mais esforços de todos nós.

Todos os dias acordamos
E levantamo-nos para mais um dia.
Mas até quando aguentamos
Toda esta triste ironia.

Dizem que o tempo tudo cura.
Mas isso até me dá medo.
Porque com esta vida dura,
Vamos morrer muito cedo.

Zeninumi 14/2/2008

Exigências.

De borla ninguém dá nada.
Na vida sai tudo caro.
E uma vida arruinada,
Não é nenhum caso raro.

Tanto tempo a esperar,
Por tudo o que não vinha.
Que me começou a faltar,
A paciência que eu tinha.

Esgotei a paciência.
Acabou-se o estar á espera.
E passei á exigência,
Como se fosse uma fera.

Quero tudo o que é meu.
A que eu tenho direito.
E cada um que peça o seu.
Que não peca por defeito.

Se ninguém ainda te deu,
Nunca chega a ser feito.
Exijo assim o que é meu.
Porque é esse o meu direito.

Ainda agora começou.
Mas exige uma revolta.
Porque o tempo que já passou,
É tempo que já não volta.

Zeninumi 14/2/2008

Certa publicidade.

Reclames luminosos.
Publicidade brilhante.
Fazem-nos ficar ansiosos,
Comprando de modo errante.

É muita a publicidade.
São muitas as promoções.
E sem verem a realidade,
Aderem a mais cartões.

Publicidade enganosa.
Deturpas toda a verdade.
Com mensagem venenosa,
Influencias a vontade.

Manipulas sensações,
Por saberes como vender.
Provocando tentações,
Que levam a querer ter.

Passando certas mensagens,
Que nos deixam extasiados.
Imaginando viagens,
De sonhos inacabados.

Publicidade venenosa.
Á compra faz alarde.
Tornas-te tão viciosa,
Que para alguns já é tarde.

Zeninumi 14/2/2008

terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Calma na alma.

A paciência tem limites
Que não devem ser ultrapassados.
Por isso nunca te irrites
Com modos exagerados.

Quando tu perdes a calma
Ficas sempre irritável.
E também ficas com a alma
Mais fraca e vulnerável.

Muitos dos que te rodeiam
Procuram ver-te irritado.
Talvez porque anseiam
Ver-te mais debilitado.

Procura poder viver
Sempre com muita calma.
Para assim poderes ter
Tranquilidade na alma.

Se procuras e não consegues
Por haver pessoas que não deixam,
Já é tempo de que os renegues
Para ver se eles se queixam.

Por isso tens de procurar
Viver sempre com calma.
E nunca a descurar,
Nem o corpo, nem a alma.

Zeninumi 12/2/2008

Antigos saberes.

Na vida o que não entendo,
Tira-me a vontade de rir.
Porque me vou apercebendo,
Que nunca vou descobrir.

São verdades camufladas.
São segredos escondidos.
Histórias nunca contadas.
Viveres que são esquecidos.

Saberes do antigamente.
Receitas algo caseiras.
Sabendo perfeitamente,
Que só elas são verdadeiras.

Tento por isso perceber,
A razão destes viveres.
Chego assim a receber,
Os mais profundos saberes.

Conhecimentos antigos,
De que muitos não querem saber.
Mas que já me livraram de perigos,
E me ajudam a viver.

Zeninumi 12/2/2008

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

O mesmo fado.

Vivemos todos neste país,
Mas eu não sei até quando.
Porque há alguém que diz:
Eu quero, eu posso e mando.

Fico assim preocupado,
Com o estado da Nação.
Porque vejo que o Estado,
Já não usa da razão.

Insolência e arrogância,
E mania da grandeza.
Parece-me ser extravagância,
De quem pensa ser alteza.

Vivemos anos de fascismo.
E agora dizem ser democracia.
Mas para mim é mais um sismo,
Seguido de forte ventania.

Depois do nome mudado,
Mas sendo a mesma teoria.
Seguimos com o mesmo fado,
de cinismo e hipocrisia.

zeninumi 31/1/2008

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Com razão...ou talvez não.

Quando a razão que é certa,
Deixa de ser a razão.
Tu ficas de boca aberta,
Pasmado de admiração.

Perdido numa certeza,
Que perdeu a validade.
A dúvida que sai ilesa,
Deixando-te com ansiedade.

É fácil de suceder,
Quando se vive num país,
Onde se tem que viver,
Sem porem os pontos nos Is.

Vivendo na instabilidade,
De uma vida agitada.
No reino da impunidade,
Da política degradada.

Nunca se sabendo ao certo,
De que lado está a razão.
Ou se estamos mais perto,
De arranjar uma solução.

Vivendo com este dilema,
Como se fosse um azar.
Podes arranjar neste tema,
Muito tempo para pensar.

zeninumi 30/1/2008

terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Realidades II.

Perdido no labirinto,
Das encruzilhadas da vida.
Vou vagueando no recinto,
Sem encontrar uma saída.

Ouço vozes que sussurram,
Lamúrias algo infelizes.
Vendo outros que esmurram,
Faces, bocas e narizes.

A frontal brutalidade,
Com que sempre me deparo.
Faz-me ver a realidade,
Para a qual eu me preparo.

Tenho sempre uma visão,
Que não é uma miragem.
A vida é uma ilusão,
De uma mera viagem.

zeninumi 29/1/2008

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Tanto ódio e pouco amor.

Na vida como nas guerras,
Estás sujeito aos inimigos.
Sujeitas-te a perder terras,
E a perder entes queridos.

Na vida havendo guerras,
Estás sujeito a muitos perigos.
A viver escondido nas serras,
E a ver desaparecer amigos.

Viver a vida em guerras,
É como se fosse um castigo.
Tu choras, gritas e berras,
E outras coisas que eu não digo.

Se vives a vida em guerras,
Segues por um mau caminho.
E só compreendes que erras,
No dia em que te vês sozinho.

zeninumi 28/1/2008

domingo, 27 de Janeiro de 2008

O indeciso.

Se mudas de opinião,
Como quem muda de cuecas,
Não é válida a decisão,
E desse modo tu pecas.

Vives assim indeciso,
Sem tomares a decisão.
Falta-te o que é preciso.
O poder de afirmação.

Ou não sabes o que queres,
E ficas-te por aí.
Ou porque talvez esperes,
Que outros façam por ti.

Ou nada sabes e tens medo,
De manter uma afirmação.
Ou porque achas que é cedo,
Para teres uma decisão.

zeninumi 27/1/2008

Outro rumo.

Depois de muito tempo passado,
Como que sentindo um chamamento.
E de muito ter pensado,
Nesse mesmo pensamento.

Resolvi mudar o rumo,
Duma vida mal vivida.
E foi com algum aprumo,
Que mudei a minha vida.

Demorei a perceber,
A razão do pensamento.
Mas acabei por entender,
Que era chegado o momento.

Deixei para trás o monte.
Na alma senti um vazio.
Ao atravessar a ponte,
Para o outro lado do rio.

Passei para a outra margem,
Sem sequer olhar para trás.
E vou acabar a viagem,
Que pensei não ser capaz.

zeninumi 27/1/2008

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Presente envenenado.

Com papas e bolos,
E mais alguns presentes.
Se enganam os tolos,
E outros dementes.

A cavalo dado,
Não se olham os dentes.
Mas há que ter cuidado,
Com certos presentes.

É de ser evitado,
Quando a ti te toca.
Se algo te é dado,
Exigindo troca.

Um presente raro,
Ou de grande valor,
Não é por ser caro,
Que mostra mais amor.

zeninumi 23/1/2008

sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Mendigar a vida.

Vives com algum desalento,
Mas sempre a observar.
Porque tu, estás atento,
Ao que a vida te reservar.

Vês sempre a ingratidão,
Com que tratam os teus gestos.
Vives só, na solidão.
Obrigado a comer restos.

Estás em baixo, e não avanças.
Mas vês outros a avançar.
E eles enchem as panças,
Começando a engordar.

O ambiente desumano,
Com que lidas diáriamente,
Faz de ti um ser humano,
Que parece estar doente.

Sentes-te viver num fosso.
Se a isso, se pode chamar viver.
Magro, és só pele e osso.
Porque não tens para comer.

Por teres fome, tu mendigas.
E vais aprendendo o geito.
Mas o pouco que mastigas,
Não te serve de proveito.

zeninumi 21/12/2007

terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

O Natal devia ser...

Leiam bem isto primeiro.
E façam-me depois um favor.
Tentem viver o ano inteiro,
Sempre com muito amor.

Repicam na torre os sinos.
Que tocam por ser Natal.
E todos cantam os hinos,
Porque é isso que é normal.

Os que podem, fazem festa.
E juntam toda a família.
Compram tudo o que presta,
Para a noite de vigília.

Oferecem-se presentes.
Alguns de grande valor.
E ficam assim patentes,
Amostras de muito amor.

O Natal começa a ser,
Tudo aquilo que não era.
E todos começamos a ter,
O que todos estão á espera.

Esquecendo o mais importante.
Que é a razão verdadeira.
E não me chamem de ignorante,
Por pensar desta maneira.

Já ouvi dizer algures...

Natal... é sempre que o Homem quiser.

Mas... no dia a dia, não é isso que vejo.


zeninumi 18/12/2007

Já conheci muita gente.

Já conheci muita gente,
Que não vive satisfeita.
Que nunca está contente,
Mesmo com a vida perfeita.

Já conheci muita gente,
Que sofre desta doença.
Com um pensar diferente,
Que faz toda a diferença.

Vive a vida insatisfeito.
Sem dar valor ao que tem.
A tudo pondo defeito.
Mesmo aquilo que está bem.

Já conheci muita gente,
Que vive com hipocrisia.
Que nada faz de decente,
E só tem é na mania.

Já conheci muita gente,
Que da vida nada sabe.
E que de um modo insolente,
No seu ego já não cabe.

Já conheci muita gente.
E gosto mais dos animais.
E daqui para a frente,
Não quero conhecer mais.

zeninumi 18/12/2007

sábado, 15 de Dezembro de 2007

Alerta ao povo português...

Depois de já por diversas vezes ter recebido E-mails a alertarem-me para este facto vejo-me na obrigação de dar conhecimento deste acto...

video

Depois não digam que não foram avisados.

sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Vidas.

Quando todos nós nascemos,
Sem sermos nós a mandar.
Nada da vida sabemos,
E nem sabemos andar.

Conforme vamos vivendo,
Assim aprendemos a andar.
Vivemos depois correndo,
Com o medo de nos atrasar.

Tendo pressa de viver,
Mas não vendo as ratoeiras.
O que acaba por suceder,
É fazerem-se asneiras.

Depois de asneiras feitas,
De nada servem as desculpas.
Porque se tu as aceitas,
Ficas com o peso das culpas.

Só se vive uma vez.
E nem sempre é uma festa.
E por o que cada um fez,
Assim se vive o que nos resta.

Só se tem uma certeza.
E nunca é uma sorte.
Porque é sempre uma tristeza,
Quando até nós vem a morte.

zeninumi 7/12/2007

quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Viver na sombra.

Já passaste fome e frio.
Por pouco tu não morreste.
Viveste a vida sem brio.
E tu isto não esqueceste.

Viveste como um animal.
Selvagem vivo na selva.
Quase obrigado afinal,
A teres que comer a relva.

Com um viver quase apático,
O que para ti era um desgosto.
Obrigado a um viver errático,
Que por outros era imposto.

Por isso tens gestos rudes,
Que te dão uma certa fama.
Mas todos esperam que mudes,
Para que se evite um drama.

Muitos de ti têm medo.
Porque não te compreendem.
Talvez porque ainda é cedo,
E muitos deles se vendem.

Isto te deixa espantado.
E ainda te assombra.
Os que vivem do lado errado,
Vivendo sempre na sombra.

zeninumi 6/12/2007

quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Uma vez...

Numa terra abandonada,
Condenada á anarquia,
Havia uma alma penada,
Que me servia de guia.

Tinha bom comportamento.
E muita coisa boa fez.
E em determinado momento,
Disse-me uma vez :

Acredita só no que vez.
Que essa é a realidade.
Porque nem sempre o que lês,
Corresponde á verdade.

E cuidado com aqueles,
Que não gostam de te ver feliz.
Porque poderão ser eles,
A fazer-te infeliz.

Amigos que tu lá tinhas,
E outros que não existiam,
Formulavam adivinhas,
Que há muito não se ouviam.

Na hora da despedida,
Quando ninguém espera por ti.
Vês a vida de fugida,
E ainda há alguém que ri.

zeninumi 5/12/2007

segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Coitado do Zé.

O Zé é só mais um iludido,
Como tantos que há no mundo.
Que ao sentir-se perdido,
Caiu num vazio profundo.

Quando atacado por a doença,
Refugiou-se na religião.
Tentando manter a crença,
Da cura com a oração.

Demonstrando devoção,
Por ainda acreditar,
Que com muita oração,
Ainda o mundo vai mudar.

Depois de uma vida dura,
Que viveu sem nada ter.
Espera agora por uma cura,
Que nunca chegará a obter.

Sabendo esperar de pé.
E sempre com paciência.
Como quem tem muita fé,
Nos milagres da ciência.

Desiludido com a vida.
E abandonado por a sorte.
Espera o dia da partida,
Para abraçar a morte.

zeninumi 3/12/2007

sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Transparências ocultas.

Ouve-se falar tanto em transparência,
E em negócios algo escuros.
Que até parece ser uma ciência,
Criada por uns que se dizem duros.

Alguns que falam em transparência,
Afirmando-se transparentes.
Cometem a indecência ,
De não serem decentes.

Dão o dito, por não dito.
Ficando tudo ás avessas.
Por isso eu não acredito.
E estou farto de conversas.

Querem ser tratados por senhores.
Sendo tudo um faz de conta.
A si próprios dão louvores,
Neste esquema que se monta.

Corrupção transparente.
Ou transparência obscura.
Onde acaba o mais prudente,
Perdido nesta loucura.

zeninumi 30/11/2007

Com analgésicos de estupidez.

Cada vez á menos pessoas,
A ter bons sentimentos.
Há menos pessoas boas.
E são menos os bons momentos.

A razão por que acontece,
Semelhante insensatez,
É por a consciência que adormece,
Com analgésicos de estupidez.

Esquecem o que é importante.
Só se lembram das porcarias.
E prosseguem doravante,
Preocupados só com ninharias.

Com consciências adormecidas,
Em cérebros que estão dormentes,
As ideias boas são esquecidas,
E todos ficam dependentes.

Alertar para estes perigos,
Mais que um dever, é obrigação.
Avisa já os teus amigos.
Não quebres a ligação.

zeninumi 30/11/2007

sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

É preciso mudanças positivas.

Mudam-se os tempos e as vontades.
E assim muda o mundo.
E vivem-se realidades,
Que me causam asco profundo.

Todos os dias acontecem,
Cenas quase irreais.
Que em nada enaltecem,
Os mais puros ideais.

Para melhor, não muda nada.
Para pior, já basta assim.
E é com a vida atribulada,
Que se vive até ao fim.

Com políticas de merda,
De políticos obtusos,
A única coisa que se herda,
São dias muito confusos.

Nem todos estão desgraçados.
Porque há uma minoria,
De homens mais abastados,
Que vivem com alegria.

A razão porque não mudo,
Nem que me dêm porrada.
É por ver uns que têm tudo,
Enquanto outros não têm nada.

zeninumi 23/11/2007

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Valorsul.

Estas quadras são para todos os
trabalhadores que não aderiram
á luta dos trabalhadores grevistas
da Valorsul.


Humilhações e maus tratos,
Foi tudo o que recebeste.
E apesar de todos estes actos,
Parece que ainda não percebeste.

Vês tudo o que acontece,
Sem nenhuma reacção.
Tudo isto até parece,
Que não merece atenção.

Como podes ficar calado,
Como se estivesses indeciso.
Pareces um crédito mal parado,
Que acontece sem aviso.

Tens um ponto de vista,
De quem não liga a nada.
Mas só isto é uma pista,
Da tua vida inadaptada.

Tens uma atitude abstrata.
E um comportamento indeciso.
Ou por teres uma grande lata,
Ou por não teres o que é preciso.

Como pode haver gente assim,
Ainda me causa um certo espanto.
Mas vou lutar até ao fim,
E empurrá-los todos para um canto.

zeninumi 19/11/2007

Desigualdades.

Nem todos pensam igual,
Perante a mesma situação.
E a razão para tal,
É uma simples razão.

Somos todos diferentes,
Cada um com a sua vida.
Com ideias divergentes,
Desde logo á partida.

Nem todos vivem igual,
No mesmo pé de igualdade.
O que para alguns é normal,
Para outros é necessidade.

Há os que passam dificuldades,
E os que têm tudo de mão beijada.
E em todas as sociedades,
A igualdade nunca foi alcançada.

Divergências de opinião,
Por diferenças na sociedade.
E é só por esta razão,
Que nunca há igualdade.

zeninumi 19/11/2007

domingo, 18 de Novembro de 2007

Pensamento positivo.

Se te sentes oprimido,
Por viveres com opressão.
Não fiques tão deprimido,
E não entres em depressão.

Para poder-mos bem viver,
E atingir os objectivos.
Na vida deve-mos ter,
Pensamentos positivos.

Se pensar-mos com lucidez,
E não cair-mos em depressão.
Vere-mos a estupidez,
Que é viver na opressão.

Todos os que nos oprimem,
Acabam sempre a perder.
Mesmo que mais tarde nos mimem,
Depois de se arrepender.

Se pensar-mos com nitidez,
E com bastante clareza.
Chegará a nossa vez,
Podes ter essa certeza.


zeninumi 18/11/2007

Pontos nos Is.

De pequenos pormenores,
Fazes tu, um grande drama.
Esperando sempre dias melhores,
Que por direito alguém reclama.

Uma simples chamada de atenção,
Para ti, é um insulto.
Depois esperas um perdão,
Como quem espera o indulto.

Dizes que te faltam ao respeito.
Mas essa, é a tua opinião.
Talvez se arranjares outro geito,
Depois alguém te dê razão.

Não estás bem da cabeça.
Por tudo o que tens feito.
E queres que alguém te obedeça,
Sendo esse, mais um defeito.

Acabei por ficar endividado.
Com monte de contas para pagar.
E continuo sendo acusado,
Que o dinheiro não quero gastar.

Já não sei o que queres de mim.
Ou se gostavas de me ver morto.
É triste viver assim,
Tratado como um aborto.

Queres viver á tua maneira.
Eu nisso já reparei.
Mas se por acaso fizeres asneira,
Não digas que não te avisei.

zeninumi 18/11/2007

Inveja.

Se andares sempre a rir,
Mostrando satisfação,
Acabarás por sentir,
Tremenda desilusão.

A satisfação de um viver,
Sem ter razão aparente.
Faz a inveja aparecer,
Sem nunca vir por a frente.

Porque há quem não compreenda,
Que possas viver feliz.
Só porque vives na senda,
Que outro já teve e não quis.

Caminho desperdiçado,
Que tu quiseste escolher.
Acabas sendo invejado,
Só porque sabes viver.

E toma cuidado,
Não te podes esquecer,
Chegas a ser invejado,
Até quando estás a sofrer.

zeninumi 18/11/2007

É só pensar positivo.

Vivendo em grande estilo,
Sem nenhuma ocupação.
Passando os dias tranquilo,
Sem qualquer preocupação.

Sabe bem, quem o conhece,
Que é playboy e bom vivant.
Tudo de bom lhe acontece,
Como se tivesse um iman.

Muitos ficam admirados,
Com seu modo de viver.
Não estão habituados,
A ver isto acontecer.

É só uma a razão,
Porque isto acontece.
O busílis da questão,
É só para quem o conhece.

Não é nenhum segredo,
A receita para o sucesso.
Basta viver sem ter medo,
E não no sentido avesso.

Aprendam a pensar positivo,
Que é meio caminho andado.
Porque se pensam negativo,
Fica tudo atrasado.

zeninumi 18/11/2007

Rir com maneiras.

Por te fazeres de engraçado,
Sem sequer teres muita graça.
Acabaste em desgraçado,
Por teres caído em desgraça.

Na vida devemos rir,
Porque faz bem á saúde.
Devemo-nos divertir,
E fazê-lo amiúde.

Ás vezes até dá graça,
E para alguns é o bastante.
O que o destino nos traça,
Torna-se hilariante.

Rir do que dá vontade.
E nunca rir a fingir.
Rir, se for de verdade,
E só assim se deve rir.

Todo o que faz riso falso,
Com o intuito de ter amigos,
É como caminhar descalço,
Não vendo todos os perigos.

Gargalhadas estrondosas,
Só para atrair a atenção,
Tornam-se tão duvidosas,
Como a mais simples traição.

Se tens a medida correcta,
Podes sentir um certo orgulho.
Tens uma forma concreta,
De rir sem fazer barulho.

zeninumi 18/11/2007

Não há pão.

Em casa onde não há “pão”
Todos ralham, ninguém tem razão.
É esta a situação,
Que gera grande confusão,
E a falta de união.
E não é falta de pão
Nem falta de razão.
É não querer ouvir “não”...
É não querer dizer “não”...
É não querer sentir “não”...
Depois, já falta a razão.
Começa a faltar o pão.
E a existir a derradeira desculpa:
Em casa onde não há “pão”,
Todos ralham e ninguém tem razão.

É ou não uma grande confusão?


zeninumi 18/11/2007

terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Ninguém gosta...

Ninguém gosta...
De se sentir adoecer,
E saber que vai morrer.
Da liberdade perder,
E depois estar a sofrer.
Da sensação de envelhecer,
E de ver um amigo a morrer.
De estar vivo sem viver,
Por viver sem nada ter.
De lutar e não vencer,
Mas ser obrigado a fazer.
De querer e não poder,
Por abusos de poder.
De olhar sem nada ver,
E da verdade não saber.
De ter sede e água não ter,
E ter fome e não comer.
De todo o dinheiro perder,
Por trabalhar sem receber.
De viver a vida a correr,
E as lembranças esquecer.
De ser o último a saber,
E da verdade não perceber.
De não saber como proceder,
Por não ter direito a escolher.
De estar sempre a perder,
E ver a miséria a crescer.
De não conseguir adormecer,
E estar ao frio a tremer.
De vomitar por beber,
Por a bebedeira acontecer.
De ser amado sem saber,
E de não saber escolher.
De pisar merda sem se aperceber,
Quando todos estão a ver.
De não saber ler nem escrever,
E uma má notícia receber.
De assistir á corrupção no poder,
E da justiça não prevalecer.
De ver o ódio a crescer,
E o amor a encolher.
De ter sexo sem prazer,
E ainda pagar para o ter.
De ter um gelado a derreter,
E não o poder lamber.
De ter direito a ter,
E esse direito perder.
De tomar banho com água a ferver,
Até as unhas cozer.
De um hálito a feder,
Por ter dentes a apodrecer.
E de muitas outras coisas,
que ainda estão para se saber,
quando vão acontecer.

zeninumi 13/11/2007

sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

O circo da vida.

Esta vida é um espectáculo.
Tu é que não lhe tomas o gosto.
O Estado estica mais um tentáculo,
E tu pagas mais um imposto.

Bate palmas satisfeito,
Um pacato cidadão.
Não vendo o que é feito,
Nos bastidores da traição.

No triste circo da vida,
O que não falta são palhaços.
Que te poêm a ideia dividida,
E a vida em estilhaços.

O pano está a subir.
O espectáculo a começar.
Os palhaços sempre a rir.
Os espectadores a chorar.

É uma grande diversão.
Para eles...os palhaços.
Porque o mero cidadão,
Tem a vida em pedaços.

Os palhaços sempre a rir.
Os espectadores a chorar.
O pano está a cair.
O espectáculo a acabar.

zeninumi 9/11/2007

Usam e abusam.

Há coisas que nunca mudam.
Outras estão empre a mudar.
Os santos que nos acudam,
Se nos puderem ajudar.

Porque há coisas que quando mudam,
Nunca mudam para melhor.
Coitados dos que se iludam,
Não vendo que ficam pior.

Nesta vida há marasmos.
Vivências de aflição.
Sempre sugeitas aos sarcasmos,
Dos cínicos de ocasião.

São só servidores do mal,
Que vivem da escuridão.
E têm uma necessidade total,
De não mostrarem compaixão.

Eles usam e abusam.
Semeiam ódio e traição.
E a ti só te usam,
Por lhes dar satisfação.

São muitos os servidores,
Que se dedicam a esta causa.
Ao mundo inteiro causam dores.
E nunca fazem uma pausa.


zeninumi 9/11/2007

quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Feridas marcantes.

Em determinado momento,
Senti-me perdido na vida.
Tão grande era o sofrimento,
Que fiquei com a alma ferida.

Sempre que relembro os tormentos,
Que infelizmente passei.
Lembro a falta de sentimentos,
Daqueles que eu amei.

Desperdicei o amor,
Que tanta falta me fazia.
Ainda hoje sinto a dor,
E vivo sem alegria.

Amor com amor se paga.
O ódio não leva a nada.
Mas tal como uma vela se apaga,
A traição anda enredada.

Senti a falta de carinho,
Durante muitos, muitos anos.
Hoje aqui, velho e sozinho,
Lambo as feridas, sofro os danos.

zeninumi 7/11/2007

Madre Teresa.

Fazer o bem, sem olhar a quem.
Poucos são os que se atrevem.
E os poucos que fazem o bem,
Ficam a achar que algo lhes devem.

Já ninguém liga aos mandamentos,
Que outrora eram ensinados.
Vão faltando os sentimentos,
Ou vão sendo ignorados.

Todo aquele que só faz o bem,
É considerado um santo.
Mas nem sempre o nome tem,
E fica desprezado a um canto.

Eu conheci uma santa.
Era a Madre Teresa de Calcutá.
Que só tinha uma manta,
E já nem sequer cá está.

Ainda há benfeitores,
Que são considerados santos.
Mas há mais é predadores,
Envoltos em brancos mantos.

Eu lembro-me de uma santa,
Que conosco já não está.
Mas que ainda hoje me encanta,
Era a Madre Teresa de Calcutá.

zeninumi 7/11/2007

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Os vendidos.

Quando era criança ouvi dizer:

Se não fizeres os favores certos,
Ás pessoas que são as certas,
Não estás do lado dos espertos,
E as portas não são abertas.

Entretanto cresci, e agora digo eu:

No mundo do trabalho nato,
Em que eu tenho vivido.
Há os que se vendem barato,
E eu, que nunca fui um vendido.

Nesta vida de incerteza,
Há os que se vendem barato.
Ao pensarem ter esperteza,
Só têm falta de tacto.

Pensam estar realizados,
Nas suas ambições desmedidas.
Não vendo que estão escravizados,
Nas acções mal comedidas.

Há os que se vendem barato,
Tentando obter favores.
Procurando no bom trato,
Por eles morrerem de amores.

Os outros, os que não são vendidos.
Normalmente maltratados.
Acabam sempre sendo traídos,
E nunca são bem amados.

Só tu podes escolher,
De que lado te encaixas.
Se sabes o que queres ser,
Ou se a tudo te rebaixas.

zeninumi 5/11/2007

Estás cá é para trabalhar.

Com raivas e depressão,
Por cá vai vivendo um povo.
Havendo sempre uma sanção,
Para quem sai da casca do ovo.

Tem que se saber marchar,
Ao ritmo que está marcado.
E aprender a andar,
Sem ter o passo trocado.

Se não tens o passo certo,
Ao ritmo que está marcado.
Ficarás muito mais perto,
De seres metido de lado.

Ao ficares posto de lado,
Nunca serás um dos eleitos.
Serás só mais um coitado,
Com trabalhos a ser feitos.

Só prestas para trabalhar.
E a mais nada tens direito.
E quando o trabalho acabar,
Há sempre mais a ser feito.

Estás cá para trabalhar.
O resto é só conversa.
E quando o trabalho acabar,
Volta ao mesmo e vice versa.

zeninumi 5/11/2007

És só mais um.

São muito poucos os momentos,
Em que tu te podes rir.
Se vives só de lamentos,
E deles não podes fugir.

Se vives só por viver,
Sem sentires que estás vivo.
Na vida não tens prazer,
E vives como um cativo.

És mais um que estás no mundo,
Que nada está cá a fazer.
Esperando só o último segundo,
Para depois poder morrer.

De que te serve viver,
Se não sentes estar vivo.
Se nada de bom vais fazer,
E só pensas negativo.

És só mais um que existe,
Ao de cima desta terra.
Que não passa de um triste,
Que só pensa em fazer guerra.

Defeitos de um viver,
Que a muitos apoquenta.
E que a todos faz morrer,
Porque ninguém aguenta.

zennumi 5/11/2007

sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Entes queridos.

Relembrando entes queridos,
Que foram meus antepassados.
Que foram por todos esquecidos.
São por mim hoje lembrados.

Ficaram-me na memória,
Por acções que cometeram.
Só não ficaram na história,
Porque deles se esqueceram.

Mas eu, que não sou ingrato,
Recordo-os com saudade.
E até lhes estou grato,
Por me terem dado amizade.

Com eles é que aprendi.
Por eles fui educado.
E se hoje eu estou aqui,
A eles o meu obrigado.

zeninumi 2/11/2007

quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Se cala...consente.

Conversas silenciosas,
De vozes que não são ouvidas,
Sussurram maliciosas,
Frases por outros já esquecidas.

Recordações de um viver,
Que a todos apoquenta.
Muitos não querem saber,
E a outros afugenta.

Para outros é segredo.
Não pode ser divulgado.
Só por falar dá degredo.
O falador é culpado.

Assim, faz-se surdo-mudo.
Que não ouve e que não fala.
Esquecendo apesar de tudo,
Que consente, todo aquele que se cala.


zeninumi 1/11/2007

Concenso de opiniões.