
Este poema é dedicado:
A quem governa a Nação
Que tudo rouba e come,
Sem nunca dar a razão
Ao povo que passa fome.
Depois de correr o mundo
E de ter visto o que vi,
Quase que bati no fundo
E por pouco não morri.
Vi miséria e desigualdade
Já vi fome sem igual,
Mas nunca tanta maldade
Como aqui em Portugal.
Só se vê cá corrupção
Do futebol á política,
E também na religião
Aqui deixo uma crítica.
O povo vive enganado
Com histórias de encantar,
E ao viver encantado
Mais se está a enganar.
Quero aqui chamar a atenção
Para aqueles que passam fome,
E dizer aqui para a Nação
Que há povo que já não come.
Há os que também passam frio
Sem nada que os aqueçam,
Cujas vidas estão por um fio
E não tarda que arrefeçam.
Quando tal acontecer
Não digam que têm pena,
Pena, é ter que viver
A ver sempre a mesma cena.
Há corrupção em tudo
Da política á religião,
Eu quase que fico mudo
Ao ver tanta corrupção.
O homem sabe o que faz
Para isso tem a consciência,
E ao não viver em paz
Só demonstra a demência.
O homem que tudo mata
Não mata só para comer,
Rouba, viola e maltrata
Só porque lhe dá prazer.
Ao povo que tão mal vive
Deixo eu aqui um aviso,
A justiça que eu não tive
É aquela que é preciso.
Zeninumi 12/6/2012


























